Que comece tudo de novo!

Vamos entrar em mais um ano, começaremos mais uma década.

Alguém consegue acreditar nisso?

Pois é!

E com todo começo de ano pessoas no mundo inteiro – menos na China, é claro – estão se preparando, definindo suas metas para esse novo ano.

Definimos o que queremos fazer para sermos melhores e metas que possibilitarão a realização de um sonho.

Essas são as minhas metas pessoais:

  • Aprender a reconhecer pessoas que não me querem o bem.
  • Poder ensinar algo novo a alguem.
  • Fazer mais exercício. (não podia faltar)

As minhas metas como leitora são:

  • Terminar de ler o conjunto de contos e poemas de Edgar Alan Poe.
  • Terminar de ler It de Stephen King – não, eu não terminei de ler.
  • Conseguir ler todos os livros que tenho em casa mas que eu nunca li. – que não são poucos.
  • Reler um bom livro – to pensando em reler um de Dan Brown, Fortaleza Digital, eu acho que é o nome, eu li esse livro eu estava no colegial.
  • Ler um livro em um gênero que nunca li. Eu estava pensando cyberpunk

Minhas metas com esse blog:

  • Postar textos novos todas as semanas
  • Dar uma revisada nos textos que já publiquei para trazer as informações mais exatas a todos.
  • Publicar videos para dar suporte aos meus textos.
  • Entrevistar diferentes escritores de diversos gêneros.

Outras metas que quero tentar cumprir:

  • Abrir meu canal do YouTube: Vegan Attack.
  • terminar de escrever meu Livro: Guardados por Anjos.

Mas chega de metas! O que eu queria mesmo dizer para todos é:

Feliz ano novo! E que todos os sonhos de vocês se realizem!

Fiquem ligados aqui até a próxima e

Escreva Feliz!

Resenha de The Circle!

the circle

Hoje tem resenha nova e será do livro O Círculo de Matilda Reyes. O livro é o segundo da série Ordem dos Vespers, publicado em Maio de 2017 na Amazon e tem 4.3 de 5 estrelas.

Como o primeiro, esse também só tem em inglês, mas vale a pena ser lido se aventura e magia é seu barato.

O círculo era o segundo em comando dentro da Ordem. Depois de alguns acontecimentos e o fato de nossa querida Jasper ser dada como morta, a Ordem entra em colapso (vou tentar deixar com o mínimo de spoiler possível), deixando o círculo responsável para cuidar de tudo.

Mas como vão fazer agora sem a melhor integrante do Círculo?

Jordan, que acredita que Jasper ainda tem muito trabalho a fazer e pessoas a salvar, esta decidido a fazer de tudo para trazê-la de volta, nem que seja dos mortos, e tem uma pista que poderá trazê-la de volta.

Todos do Círculo ficam entre confiar em magia negra e a realidade de que Jasper não existe mais.

Mal sabem eles que Jasper está em um outro plano existencial com Ashor, o Cavaleiro negro, o mais forte dos Vespers e aposentado. Ele terá que treinar Jasper a controlar suas habilidades e tomar seu lugar como a próxima Cavaleira Negra.

A questão é: Será que conseguirão trazê-la de volta? E será que conseguirão parar com os desaparecimentos de crianças com habilidades.

Temos dois novos integrantes no círculo, fora os que já conhecemos do livro passado, que são: Nicolas, com poder de cura, e Esay um assassino profissional.

O livro se divide em dois tipos de estilo de narrativas diferentes: a primeira é em terceira pessoa limitada, com foco em Jordan; e a já conhecida narrativa em primeira pessoa de Jasper.

O publico alvo ainda eh de jovens acima de 16. O que vai mudar um pouco para o terceiro livro.

Pontos frotes

Esse é o mais parado dos 3 até agora, porém fundamental para entender a história de onde os Vespers vieram. A autora conta tudo com muitos detalhes interesantes.

O fato de ser um pouco parado em comparação com os outros livros, não deixa de ter lutas contra o grupo de loucos que são contra a neutralidade entre o bem e o mal.

Gosto muito das superações de Jasper e também por que ela parece real pra mim. Ela não é um Superhomem, sem medos, nem um Batman, sem falhas. Ela é o que ela é: uma jovem tentando ser a melhor versão de si para proteger seus amados.

A narrativa em terceira pessoa não fica muito atrás da narrativa de Jasper. e é visível que são narrativas diferentes e únicas. A forma de narrar foi feito com maestria.

Esse livro abre um universo imenso que poderá trazer sequências para a série. Espero que ela consiga gerenciar para não deixar nada de fora!

Pontos fracos

Notei um pouco mais de erros de grafia, mas nada absurdo. Podia ter tido um pouco mais de senas de ação, mas de novo, acredito ter sido um livro essencial para a história da Ordem dos Vespers em geral.

Observação Final

Hoje temos um texto bem curtinho. Não quero estragar a esperiência do livro e poder dar a oportunidade de vocês lerem um dia, mas ao todo é uma obra importante para a série com acontecimentos bem legais e muita magia. Eu gosto muito dessas coisas sobrenatrais, é o que mais gosto de escrever sobre.

Notícia triste!

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Gente… É com muito pesar que vou ter que parar de escrever para o blog. Pelo menos por enquanto. Vou entrar em um concurso de escrita em Outubro e Novembro chamado NaNoWriMo: National Novel Writing Month. (Mes Nacional de Escrever Romance – algo assim). Esse concurso visa escrever 50.000 mil palavras em 30 dias, Porém Outubro, é mês de preparação, então tenho que me focar para ter um esboço redondo, pois ainda vou ter o processo de edição no final. Não sei como conseguirei, mas coseguirei! Continuarei publicando no face pequenos textos para ajudar vocês a escrever mais e voltarei com publicações no blog talvez a partir de ano que vem. (Informações a respeito disso mais pra frente)

 

Até lá!

Escreva feliz!

4 Pontos Para Uma Vóz Consistente Para Seu Personagem

Olá escritores!

Quero começar o post de hoje com uma pergunta boba, mas fundamental para a criação de um personagem:

O que é vóz para um personagem?

É a porta da imaginação do seu leitor. É pelo tom, estilo e tipo de narração que definimos uma vóz para um personagem, mas podemos também diferencia-lo atravez da forma como os outro personagens o vêem.

Por que é tão importante manter uma vóz consistente durante sua história?

A vóz do personagem é o que traz vida às acoes da história (quando a enfase esta no personagem) e o leitor se identifica com o personagem, fazendo-o querer saber mais sobre ele e o que vai acontecer.

Olhe essas seis dicas para te ajudar a manter um personagem consistente:

1. Crie um passado para o seu personagem

Todos nós somos definidos pelas nossas experiências passadas, seus personagens não são diferentes. Você deve entendê-lo no contexto de seu passado.

O que tornou-o amargo? Ou otimista?

Como escritor é seu dever conhecer o passado de seu personagem, mesmo que você não divida isso com seu leitor.

Um passado clarifica as ações do personagem para o leitor. Fazendo-o entender a razão de suas atitudes. Use o passado de seu personagem como motivador para suas ações.

Exercício: crie um diário para seu personagem com uma história de seu passado e depois como esse age nos seus dias atuais.

Exemplo: No It, de Stephen King, a história vai e volta do presenta para o passado de cada personagem contando como eram quando criança e como se sairam como adultos. Por exemplo, Bill, o que perdeu o irmão quando pequeno, era gago, mas cresceu para ser um ótimo escritor, roteirista de filmes famosos e palestrante.

2. Faça um estudo de personagem

Um estudo de personagem ajudar leitores a entender sua história melhor e também ajuda o escritor a entender seus próprios personagens.

Começe escrevendo coisas básicas como: o que gosta de comer, ou vestir, para depois entrar em detalhes de como agiria em um momento de tensão, ou de alegria. Ou se preferir, entreviste seu personagem como se ele fosse de verdade verdadeira. (tenho mais detalhes sobre que tipo de informações você precisará saber a respeito de seu persoangem aqui nesse link)

Descreva como ele faz coisas básicas como, por exemplo, quando um personagem entra em sua casa e tranca a porta  5 vezes para ter certeza de que esta fechada. Você não precisa dizer que ela tem TOC, as ações do personagem definem sua vóz para o leitor.

Seu personagem é atento a detalhes, destraido, otimista, pessimista?

Exercício: Crie pequenos trexos com seu personagem dentro de uma situação, da sua escolha, com o intuito de descrevê-lo naquele momento sem necessariamente dizer como se sentem.

Exemplo: Ele congelou ao ver meu olhar semicerrado em sua direção. Ele não teria salvação, assim como meu vaso quebrado no chão não teve.

Não precisei dizer que o  personagem estava bravo. Só o fato de semicerrar o olhar é uma indicação deste.

3. Explore o lado cinza do seu personagem

Nenhum personagem é totalmente bom, ou ruim. resista a tentação de pintar seus personagens como santos ou demônios.

Afinal, até um vilão é o herói dentro de sua própria história.

Deixe de olhar seu personagem como só preto ou branco e mais na área do cinza, para mostrar mais autenticidade.

Exercício: Defina o que faz seu personagem o herói de sua pórpria história. Lembre=se de que o antagonista e o protagonista devem ser heróis de sentidos opostos um ao outro.

4. Crie diálogos autênticos

Marque um dia para ir a um restaurante sozinho e observe como as pessoas falam: os trejeitos, as girias, os sotaques, como as pessoas falam de si e dos outros, como usam vícios de linguagens como “tipo” ou “né”, ou até como mudam de um assunto para outro rapidamente.

Apesar de querermos criar diálogos mais reais possíveis, é impossível usar a forma falada na escrita. Não precisamos replicar nos diálogos o que ouvimos na vida real, mas sim precisamos criar uma impressão do personagem.

Use essas dicas para mostrar a vóz do seu personagem num diálogo:

  •  Seja criativo com a forma como a sua vóz soa. Será um sotaque? Ou falar errado? (como no caso do Cebolinha). Mas tome cuidado para não exagerar, por que seu diálogo pode estar denunciando um esteriótipo, e isso devemos evitar.
  • Use o passado do personagem. O que pode ser usado para adicionar mais charme no diálogo do seu personagem.
  • Seja criativo em descrever como sua vóz soa. Será uma voz suave, grossa, amedrontada?
  • Separe a vóz do personagem da sua vóz narrativa. A forma como escrevemos, quer seja analítico, descritivo, diréto ao ponto, deve ser separada da vóz do personagem, permitindo que este seja único dentro de sua narração.

Exercício: Pratique o rítimo de um diálogo. Sente num restourante, ou até mesmo dentro do ônibus. ou onde quer que você esteja e escreva trechos de diálogos que você ouvir. Após isso, leia-os em vóz alta para ver como sua escrita soa.  

Exerício Final

Escreva um texto sobre uma tarefa (como seguindo uma receita, por exemplo) feita por um profissional (um cozinheiro). Depois disso, escreva um outro texto mudando de personagem principal, para uma senhora dona de casa, por exemplo. Descreva a tarefa da forma que ela o faria. Note a diferença entre os dois (ou mais, se você quiser realmente praticar), o que os torna únicos?

Espero que essas dicas, e exercícios ajudem a seu personagem brilhar dentro de sua história! Acredito que a prática faz perfeição!

Por hoje é só!

Até semana que vem!

Escreva Feliz!

Semana que vem!

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Temos resenha nova: The Circle! O segundo livro da série: Order of vespers!

Confira a resenha do primeiro livro aqui!

50+ Frases Para Motivar você a Escrever

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“Se orgulhe de quanto está trabalhando”

As vezes é difícil encontrar inspiração para nos motivar e manter motivados para chegar ao precioso momento de ter seu livro em maos, impresso e sendo vendido que nem água.

Pode ser por preguiça, ou por algum outro motivo na vida, ou apenas o bom e velho tempo que consome nossos neurônios com falta de criatividade, desânimo e cansaço.

Bom, agora você podera decorar o santuário onde você escreve com essas frases que eu escolhi a dedo!

O concelho mais dado por escritores é: Ler, ler, ler. E aqui está o porque:

1. “Se você não tem tempo para ler, você não tem tempo (ou ferramentas) para escrever. Simplesmente isso” — Stephen King

2. “Certamente, aprender a escrever vem do aprender a ler. Tudo que sei é que escrever vem de uma devoção superior à leitura.” — Eudora Welty

3. “Leia, leia, leia. Leia de tudo – lixo, clássico, bons e ruins, e veja como os outros o escrevem. Como um aprendiz de carpinteiro que estuda seu mestre. Leia! Você vai absorvê-lo. E depois escreva. Se for bom, você saberá. Se não, joge fora pela janela.” — William Faulkner

4. “Leia mil livros e suas palavras fluirão como um rio” – Lisa See

5. “A janela para a alma de uma pessoa certamente é sua lista de leitura.” — Mary B. W. Tabor

Segue abaixo algumas frases para inspirar sua creatividade e te lembrar que existem histórias esperando para serem escritas por você!

6. “Se existe uma história que você deseja ler, mas ela ainda não foi escrita, então você deve escrevê-la.” — Toni Morrison

7. “Todo mundo chega a passar por milhões de histórias todos os dias. Os bons escritores conseguem enxergar uns cinco ou seis. O resto não consegue ver nenhum.” — Orson Scott

8. “Encontre um tema que te agrade e que você sinta no coração que outras pessoas deveriam se agradar com. É esse carinho genuíno, e não seus jogos de linguagem, que será o elemento mais sedutivo e convincente no seu estilo de escrita.” — Stephen King

9. “A maioria dos escritores vêem a verdade como de mais valioso que possuem, e no entanto a utilizam raramente.” — Mark Twain

10. “Escreva o que te perturba, o que tem medo, sobre o que você não tem coragem de falar sobre. E esteja preparado para estar receptivo”  — Natalie Goldberg

Sua vóz te definirá como um escritor, e esses escritores famosos tem conselhos de sobra se caso você esteja buscando a sua:

11. “Para obter sua própria vóz, você tem que deixar de querer que a ouçam.” — Allen Ginsberg

12. “Um dia encontrarei as palavras certas, e elas serão simples.” — Jack Kerouac

13. “É só escrevendo e não sonhando que desenvolvemos nosso próprio estilo.” — P.D. James

14. Vóz não é apenas o resultado de uma frase, ou parágrafo, ou página. Não é nem a soma total de uma história. Mas sim todo o seu trabalho lançado sobre a mesa como ossos e fósseis de uma carcaça não identificada.” — Chuck Wendig

15. “Sua vóz na escrita é a reflexão mais profunda possível de quem você é. O trabalho da sua vóz não é de seduzir ou lisongear, ou escrever frases bem feitas. Na sua vóz, seus leitores devem conseguir ouvir o conteúdo de sua mente, coração e alma.” — Meg Rosoff

O primeiro passo c sempre o mais difícil e para escritores, a dificuldade é em dobro. Por sorte, esse é um estágio que todo escritor passa por e por isso existem vários conselhos:

16. “Comece escrevendo, não importa o que. A água não flui enquanto você não abrir a torneira.” — Louis L’Amour

17. “Primeiro, descubra o que seu herói quer, e depois é só seguí-lo.” — Ray Bradbury

18. “Tudo que você tem a fazer é escrever uma frase verdadeira. Escreva a frase mais verdadeira que você encontrar.” — Ernest Hemingway

19. “Foque mais no seu desejo do que na sua dúvida e seu sonho tomará conta do resto.” — Mark Twain

20. “Ser escritor é um trabalho muito peculiar: é sempre você versus uma folha em branco (ou uma tela em branco) e muitas vezes quem ganha é a folha em branco.” — Neil Gaiman

21. “Não é da conta de ninguém que você tem que aprender a escrever. Deixe-os pensar que você nasceu assim.” — Ernest Hemingway

ADORO ESSE ⇑⇑⇑

Não se sinta mal se você se pegou pensando que seu primeiro manuscrito é uma porcaria. Eu ainda penso assim as vezes, mas essas frases abaixo me ajudaram a pensar que não estou sozinha e que existem muitos escritores ótimos para me lembrarem que faz tudo parte de um processo de lapidação:

22. “O primeiro manuscrito está apenas te contando a sua história.” — Terry Pratchett

23. “Passe por essa fase o mais rápido possível.” — Joshua Wolf Shenk

Por que será, né? ⇑⇑

24. “O primeiro manuscrito de tudo é uma bosta.” — Ernest Hemingway

E ele disse isso com essas palavras mesmo. ⇑⇑

25. “ Eu aconselharia qualquer escritor iniciante a escrever seu primeiro manuscrito como se ele nunca fosse ser lido – sem pensar na publicação – e somente quando chegar a última versão do seu manuscrito, considerar como seu trabalho será apresentado do lado de fora.” — Anne Tyler

26. “Eu apenas me dou permisão para falhar. Eu deleto mais ou menos 90 por cento do meu primeiro manuscrito, então não importa muito se num dia eu escrevo prosas lindas e brilhantes que vão ser fixadas nas mentes dos meus leitores pra sempre, por que tem uma chance de 90 por cento que eu vou deletar o que eu escrevi de qualquer jeito. Fazer isso é extremamente libertador.” — John Green

27. “Seja aberto a escrever bem mal.” — Jennifer Egan

Se tem uma coisa que um escritor não quer que aconteça em sua carreira é travar. Sentir esse bloqueio é ruim, mas existe um antídoto: se espelhar nessas frases abaixo:

28. “Você só falha quando você para de escrever.” — Ray Bradbury

29. “Se meu medico me dissesse que eu tenho apenas seis minutos de vida eu não iria ficar pensando. Eu iria digitar um pouco mais rápido.” — Isaac Asimov

30. “Apenas escreva todos os dias da sua vida. Leia intensamente. E depois veja o que acontece. A maioria dos meus amigos que seguem essa diéta tem carreiras promisoras.” — Ray Bradbury

31. “Você não começa escrevendo coisas boas. Você começa escrevendo porcaria pensando que é bom, e que gradualmente vai ficando melhor. Por isso que eu digo que uma das qualidades mais valiosas é a persistência.” ― Octavia E. Butler

32. “O segredo de ser um escritor é que você tem que escrever. Pensar a respeito, ou estudar literatura, ou planejar sua vida futura como escritor não é suficiente. Você literalmente tem que se trancar, ficar sozinho e começar a trabalhar. ” — Augusten Burroughs

“Escreva bebado, e revise/edite sobrio” talvez seja uma das frases mais famosas de Ernest Hemingway a respeito de revisões e edição. Mas não podemos seguir o conselho dele a risca, né? (pelo menos não todos os dias – haha) por isso que outros escritores também dividiram suas palavras de sabedoria a respeito do assunto:

33. “Você poderá sempre revisar uma página mal escrita. Você não poderá revisar uma página em branco.” ― Jodi Picoult

34. “Quando sua história está pronta para ser reescrita, corte a até o osso. Se livre de cada grama de exesso de gordura. Isso vai doer; revisar uma história até chegar em sua essência sempre vai parecer um pouco como se estivesse matando crianças, mas isso deve ser feito.” — Stephen King

A revisão, e claro! Ele estava falando sobre a revisão. Esse Stephen King!

35. “Edição pode ser uma troca sanguinária, mas facas não são de uso esclusivo de carniceiros. Sirurgiões também as usam.” — Blake Morrison

36. “Metade da minha vida é um ato de revisão.” — John Irving

Como saber se você é um escritor nato? Existem muitas formas de se descobrir:

37. “Um escritor é um mundo preso dentro de uma pessoa.” — Victor Hugo

38. “Um escritor é alguém que vê a escrita como mais difícil do que as outras pessoas.” — Thomas Mann

39. “As pessoas me perguntam: que tipo de conselho você daria para quem quer se tornar um escritor? Eu digo: eles realmente não precisam de conselho, eles sabem que querem ser escritores, e se tornarão um. As pessoas que realmente sabem que querem fazer isso se posicionam para tal, eles entendem o que estou dizendo.” — R.L. Stine

40. “Como um escritor, você não deve julgar e sim, entender.” ― Ernest Hemingway

41. “Eu fico irritado com minha própria escrita. Eu sou como um violinista com ouvidos verdadeiros, mas com dedos que se recusam a reproduzir precisamente o som que eles ouvem adentro.” — Gustave Flaubert

42. “Deixe-me viver, amar e dizer tudo isso em frases boas.” — Sylvia Plath

Desde a antiguidade até os dias modernos de hoje, temos escrito nossas alegrias e tristezas. Mas o que nos comove a escrever? Veja abaixo algumas frases de escritores amados:

43. “Posso me livrar de tudo quando escrevo; minhas tristezas desaparecem, e minha coragem renasce.” — Anne Frank

44. “Escrevemos para provar a vida duas vezes, no momento e na retrospectiva.” — Anais Nin

45. “Não existe agonia maior do que carregar uma história não contada dentro de si.” ― Maya Angelou

46. “Não importa o que as pessoas te dizem, palavras e idéias podem mudar o mundo.” — Robin Williams

47. “Podemos fazer qualquer coisa quando escrevemos.” — C.S. Lewis

48. “A história será gentil comigo, pois eu pretendo escrevê-la.” — Winston Churchill

E para encerrar com chave de ouro, não deixe com que derrotas e rejeições te tragam para baixo:

49. “Você não pode deixar com que elogios e críticas o consuma. É uma fraqueza ser pego por qualquer um deles.” — John Wooden

50. “Recibos ou cartas de rejeição, não importa como esses vierem, são lacerações da alma, se não forem invenções do próprio diabo, mas não tem como dar a volta por eles.” — Isaac Asimov

51. “Amo meus recibos de rejeição. Eles me mostram que eu tento.” — Sylvia Plath

52. “Eu costumava guardar todas as minhas cartas de rejeição porque costumava dizer a mim mesmo que um dia iria autografá-los e leiloá-los. Mas perdi a caixa.” — James Lee Burke

Essas cartas de rejeições são as vezes que esses escritores submeteram seu manuscrito para uma editora publicar e essas não quiseram suas histórias. Mas nao foi isso que os impediu de chegarem ao sucesso. Um dia eles conseguiram. Por Deus, será que nós também não conseguiremos?

Vamos lá gente! Força na peruca, engata a primeira por que você não esta sozinho(a).

 

Semana que vem!

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Vamos tratar de como identificar e criar uma vóz constante para nossas histórias!

Até lá e

Escreva feliz!

PDV em Terceira Pessoa

Olá gente! Vamos direto ao assunto!

A narração em terceira pessoa relata as ações da história utilizando-se de pronomes em terceira pessoa: ele(s) ou ela(s).

Basicamente são três tipos: limitado também chamado de subjetivo, onisciente e objetivo. Neste post aprofundaremos nosso conhecimento dos primeiros dois e explicarei o último em um futuro post.

Lá vamos nós:

Terceira Pessoa Limitada

Nesse PDV, o narrador relata os pensamentos de um só personagem (ou grupo de personagens) tendo conhecimento dos pensamentos e sentimentos de quem ele está sendo narrando na cena.

Nessa narrativa o narrador normalmente é um obresvador não-participante dos fatos representados (Referencia de Oxford). Em outras palavras, o narrador existe, observa e reporta os eventos principais da história.

Diferentimente da terceira pessoa onisciente a terceira pessoa limitada é um participante ativo na história. Apesar dos pronomes usados serem os mesmos do PDV onisciente, o narrador somente tem conhecimento sobre o que uma pessoa (ou grupo) sabe, pensa ou sente. Como Ursula K. Le Guin diz em seu manual de escrita, Steering the Craft (1998), com referindo-se ao PDV:

Somente o que o personagem em questão sabe, sente, persebe, pensa, advinha, espera, lembra, etc., é o que pode ser contado. O leitor pode assumir o que os outros personagens sentem e pensam através de como o PDV do personagem que está sendo narrado os observa.

Mas, o que que essa narrativa trás para o meu texto? Veja abaixo algumas vantagens:

1. Mostrar os sentimentos dos personagens. Esse PDV é ótimo para mostrar o impacto das ações que outros personagens tem sobre o personagem narrado. E os sentimentos e pensamentros dos outros personagens? Eles existem baseados na capacidade do personagem narrado de observar e sentir.

Exemplo: Alex caminhava só, pela 5th Street em Nova York na véspera de natal. Será que percebiam sua dor? Estava estampado em seu rosto a falta que ela fazia em sua vida mas, ninguém se incomodava.

2. Trazer mistério para narração. É bem comum encontrar essa narração em suspense e mistérios, por que o ponto de vista limitado deixa o leitor com a pulga atrás da orelha com relação a todos os personagens ao redor.

O coração de Eliote batia forte, quando encontrou seu pai morto no chão de sua sala, mas não chorou. Quem poderia ter feito isso? Não que ele não merecesse, pois espancava sua mãe por motivo nenhum, quase todos os dias. 

3. Mostrar as suposições erradas do personagem narrado. Se você narra somente o que este personagem pensa, sente e vê, porque suposições não podem ser uma delas? E quem disse que toda vez que supomos algo, estamos certos?

Só pode ter sido a mãe de Eliote para cometer tal crime. Eliote em uma mistura de compreenção e luto questionou sua mãe por que ela o matou:

– Estou tão surpresa quanto você. – ela respondeu. Porém, isso não respondeu sua inquietação.

4. Criar contraste entre a narração de cada personagem. Você pode alternar o personagem narrado de cena para cena. O benefício disso é poder mostrar os sentimentos e suposições de não apenas um personagem mas, também das que estão à sua volta, aumentando o mistério, intrigas e supocições errôneas de um para com o outro.

Natalia abriu a porta de sua manção e buscava pelo seu amante mas, o encontrou imóvel próximo à lareira de sua vasta sala e seu marido, sobre ele com mãos ensanguentadas. Ele sabia e sou a próxima, pensou com os olhos arregalados e correu para seu quarto.

Nesse exemplo de cima o leitor pode chegar a conclusão de que o marido foi quem matou o amante de Natalia por ciumes. Até que a narração de seu marido começa:

Ele fez o que pode para ajudar o jovem de cabelos rubros a sua frente.  Quando chegou em casa, um pouco antes de se encontrar nessa situação, ouviu um grito vindo da sala e correu para lá, e encontrou o tratador de seus cavalos no chão.

Ele chegou mais perto para ver se podia o ajudar mas, as facadas eram profundas e o sangue era vasto.

– Cuide… cuide de… – o jovem tentava falar, mas engasgou com sangue, – cuide dela… – e exalou sua morte.

Cuidar de quem? De quem estava falando? Foi quando percebeu sua esposa chocada o olhando por um breve momento antes de subir correndo para o andar de cima. Será que era dela de quem o jovem falava?

Nossa me inspirei! Daria um bom livro! Quem sabe um dia.

Nesse trecho ficou a pergunta: se não foi o marido, quem matou o jovem amante? Com qual intuito? Como ficará a relação do casal após essa morte?

Deu pra entender né. Vira uma confusão só (eu adoro confusões assim) e cabe ao leitor se perguntar e criar as questões a serem respondidas.

Terceira Pessoa Onisciente

Nesse ponto de vista, o narrador é conhecedor dos pensamentos e sentimentos de todos os personagens na história e permite com que você mova com liberdade através do tempo e espaço, providencia mais informação em um período de tempo bem menor e, também, tem a capacidade de mostrar os pensamentos de multiplos persoangens dentro de uma mesma cena.

As vantagens de se escrever em terceira pessoa onisciente são vastas, mas se você olhar nas novelas e ficções escritas a partir do seculo 20, a maioria são em terceira pessoa limitada. Por que isso?

A razão é que a narração em terceira pessoa onisciente é uma das mais difíceis de se aperfeiçoar e de se escrever. Tem muita coisa que poderia dar errado.

Primeiramente, novos escritores confundem onisciente com Head-Hopping (expliquei um pouco sobre essa técnica na resenha do livro Destinos Traçados). Isso acontece, porque o escritor quer mostrar o que cada personagem esta pensando dentro de uma mesma cena simplesmente escrevendo tudo como se fosse terceira pessoa multipla ao invés do PDV onisciente. E aí vira uma bola de neve com perspectivas todas misturadas. O problema é a confusão que gera no leitor ao se deparar com tanta informação a respeito de tantos personagens dentro de uma mesma cena.

Segundo, muitos não conseguem diferenciar entre perspectiva objetiva e subjetiva (limitada), e como usá-los como vantagem. (estarei explicando a diferença entre eles num futuro post!)

E terceiro, às vezes a terceira pessoa onisciente, é indistinguível da limitada (ou multipla), o que pode gerar mais confusão.

Vantagens

  • O narrador é o deus da história. Permitindo com que o leitor tenha conhecimento de tudo o que esta aconetendo na cena.
  • O narrador não esta limitado a um só personagem por cena.
  • O escritor pode providenciar informações de forma mais natural.
  • A transição de uma cena calma para uma de ação é mais suave.

Desvantagens

  • Acaba se distanciando dos personagens, já que a tática tem naturaza apresentacional.
  • É mais difícil transmitir sentimentos para o leitor.
  • A história tende a ser mais contada do que mostrada, que pode gerar uma história com info-dump (é quando muita informação é despejada na história de uma só vez), se você não tomar cuidado. (para saber mais sobre a diferença entre contar e mostrar clique aqui)
  • Por causa de um narrador sabedor de tudo a tensão na história pode ser disipada possivelmente resultando numa história com pouca emoção.

Semana que vem!

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Vamos tentar encontrar um pouco de motivação com frases dos melhores escritores até hoje! Tenho frases para cada processo da escrita!

Até lá e…

Escreva Feliz!!

 

 

 

Resenha de Order of Vespers

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Gente só pra ficar no ar: é muito loca essa capa!

Eu precisava trazer essa série de resenhas aqui no blog! Amei essa história e recomendo a todos os leitores da língua inglêsa!

Order of Vespers, ou melhor, A Ordem dos Vespers, publicado em final de Maio de 2016, é o primeiro livro da série Vesper’s Chronicles (As Crônicas dos Vespers – derr) e até agora acho que é o melhor dos 3, (ainda estou na metade do terceiro livro) com a média de 4.6 estrelas na Amazon (eu não to brincando que esse livro é bom). Não que os outros não sejam. Mas o primeiro sempre é mais emocionante! Vou explicar a vocês jájá!

A autora dessa sequência se chama Elyse Reyes, mas o pen name dela (nome de profissão) é Matilda Reyes. E ela é muito doida!!! hahaha (num bom sentido) é que pra imaginar o que ela imagina, pra tentar pensar o que será que passa na cacholinha dela, meu, só doido. Deve ser por isso que gosto tanto!

Quero deixar em aberto uma possível entrevista com ela. Possívelmente para o início do ano que vem (quem sabe?) ou talvez quando ela for lançar o quarto livro da série (que espero que seja logo, por que já estou terminando o último).

A publicação é independente e infelizmente só tem em inglês. Ofereci a ela para traduzir o livro, ela não quiz. Mas vou oferecer de novo (sou chata mesmo), acredito que os leitores brasileiros precisam dessa história para suas vidas (olha o drama).

Se você já gostou dos meus comentários acima e se interesou no livro (lembrando que ele é em inglês), clique aqui para comprar (Se tiverem qualquer problema com o link me mandem um oi para eu poder resolver).

Vamos parar de puchar o saco e começar a falar do enredo.

A história tem como personagem principal essa linda garota Jasper Andrews. Uma adolescente qualquer, só que não.

Pra começar ela tem uma dupla personalidade e ela tem o poder de explodir as coisas do nada. Só que ela não consegue controlar esse poder dela. E pra ajudar sua falta de controle, ela é esquentadinha a tornando mais instável.

Deus e o Diabo resolveram sair de férias, deixando a terra sem qualquer tipo de suporte ou suprvisão. Il Separatio, o Deus da Neutralidade, tenta restaurar a paz na terra através da intervenção de seus filhos: a ordem dos Vespers.

A missão dessa ordem é manter o equilibrio entre o bem e o mal de uma forma que nenhuma facção se torne mais forte do que a outra. E acreditam que Jasper seja a chave para desvendar os poderes do próprio deus da neutralidade.

É aí onde entra Jasper. Depois de se expor com uma explosão inconsiente em sua escola e chamar a atenção de um grupo com interesse em suas habilidades secretas, sua familia é morta deixando Jasper como a única suspeita.

Ela foge da polícia rumo a Nova York, com intenções de vingança, mas entre ser procurada pela polícia e começar a manifestar as habilidades de seus falecidos irmãos, ficou difícil em traçar um plano.

A Ordem de Vespers, vendo tudo isso, resolve sequestrá-la e mantê-la em sua proteção, uma por ser muito perigosa e outra, importante para ficar aí à solta.

Ela ganha confiança da ordem e se apega a alguns membros do Círculo, e se vê entre a dura escolha entre vingança, proteger a sua nova família na ordem e a própria humanidade.

Uffa!! Parei de falar!

Alguns dos personagens de interesse na história são Jude o “irmão mais velho” de Jasper (eles são gêmeos), e os integrantes do círculo: Jordan, Mikael, Cecilia, Dakarai e Danny.

A linha do tempo é linear do começo ao fim. Não tem nem flashbacks, e acho que nem precisava ter. E o ponto de vista é em primeira pessoa imediata. (para saber mais sobre pontos de vista em primeira pessoa clique aqui)

Pontos Fortes

Gosto de histórias que começam caóticos então essa daqui já me ganhou desde a primeira frase. Agora todos, TODOS os personagens são ótimos. Cada um tem sua personalidade própria, uma mania, um poder diferente e que completam um ao outro.

Achei legal a forma como a autora relata a relação entre Jasper e Jordan. O amor e carinho um pelo outro juntando com a cabeça dura dos dois, mais o fato de que nenhum quer realmente demonstrar o que sente um pelo outro assim de forma aberta.

A autora fez uma progressão de história incrível onde um fato levava a uma reação que levava a outra de uma forma harmônica. Não encontrei nenhum furo de enredo. Tudo bem casado e pontos bem resolvidos.

Amei a dupla-personalidade da Jasper, vou chamá-la de Jas, (bem pessoal mesmo), e a forma como elas interagem entre si.

Pontos Fracos

Ai gente, juro que tentei procurar algum… Não achei nada além de uns errinhos minúsculos de digitação.

Ah é: NÃO TEM EM PORTUGUÊS!!! Muito chato isso. Vocês vão ter que aprender a ler em inglês.

Público-alvo

O público-alvo visa a jovens, jovens adultos e acredito ser até apropriado para adolescentes (caso gostem do tipo de trama) por não ter nenhuma cena sensual e sexual.

Observação Final

Em fim, a história está bem destribuída com começo, meio e fim. Você sabe qual é o climax da história, sabe quem é o protagonista. E outra coisa legal é que o problema lançado no começo do livro é resolvido dentro do primeiro livro, os ganchos para os outros livros são desenrolados de forma agradável e sem sobrepor ao principal. 

Acabei dando mais pontos fortes!! Hahaha

Em um todo, vale a pena ler sim, se você gosta de aventura, poderes mágicos, uma pitada de românce e gosta de personagens jovens como o centro da história, recomendadíssimo!

Mês que vem postarei a resenha do livro II: O Circulo (original: The Circle)

Semana que vem!

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Vamos falar de pontos de vista em Terceira pessoa!!

Vai ser bem legal! Muita informação a caminho de vocês!

Até lá!

Escreva feliz!

Já se Passaram 3 Meses!

andrik-langfield-0rTCXZM7Xfo-unsplashComo dizia o poeta: o tempo não para!

E nós estamos aqui em mais um review de três meses!

Livros que li

The Circle (Livro II Das Crônicas dos Vespers) por Matilda Reyes. Tenho gostado muito da série, especialmente por causa da fantasia… Estarei postando a minha resenha a respeito da série nos próximos 3 meses.

– The Order of Vespers – Livro 1 – será em Setembro

– The Circle – Livro 2 – em Outubro

– The Black Knight – Livro 3 – em Novembro.

Infelizmente vou ter que me controlar para não quebrar tudo (como fiz em Stranger Things – série da NetFlix) por que ainda estão para lançar o Livro 4!! Acho que só ano que vem para minha tristeza.

Eu também reli Destinos Tracados por Daniella Moreno, para poder criar a resenha dela (e pra porder voltar nos eixos da tradução dele). Espero que consiga adiantar bastante nos próximos três meses.

Relembrando!

Esses últimos 3 meses tive que ir divagar nas publicações, pois fora o blog eu estava trabahando em 2 empregos e ainda tinha que cuidar das coisas aqui em casa e da nenê… Mas isso apartir de hoje acaba e voltaremos aos post semanais e espero que isso agrade voces, por que eu estou bem animada!!! hurayy!!!

Nós aprendemos muito (eu pessoalmente)!

Falar sobre ponto de vista me mostrou quantas possibilidades tenho para incrementar minha escrita. Como posso fazer meus personagens se sobressair com uma vóz única e somente dela.

Vamos continuar falando de Pontos de Vista até o fim do ano então aguardem, pois tem muita informação bacana.

Novidade!

Estarei lançando um blog em Inglês para meus amigos escritores daqui, mas este será basicamente um espelho deste e tenho pretenção de lançar para o começo do ano.

Estarei lançando meu primeiro conto! Ele não é tããão curtinho assim, mas também não tem o tamanho de um românce completo.

É uma história de terror com um pouco de suspense, a respeito de uma família que vão até Antigua, Guatemala, para passar as simples férias e acabam se dando mal. (bem mal)

O lançamento será primeiro aqui nos Estados Unidos para depois eu traduzir e lançar aí no Brasil.

Me digam o que acharam da capa nos comentários!

Jade

Resultado do Premio Wise Writer

O resultado saiu dia 31 de Agosto.

Semana que vem!

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Semana que vem tem resenha nova e será de um livro que achei espetacular. Pessoalmente acho que deveriam dar mais valor a escritores menores, pois sim, tem muitos escritores baauuunssss. E essa é mais uma que vou le apresentar! Mas sem spoiler! Com vocês: The Order of Vespers, por Matilda Reyes.

Até lá!

Escreva feliz!!

PDV em Segunda Pessoa

Olá pessoal

E hoje vamos desvendar os mistérios por trás da escrita com o ponto de vista em segunda pessoa.

Talvêz, você nunca tenha ouvido falar ou nunca olhou a fundo essa forma de narrativa. Uma, por que ser difícil de usar e outra, por não saber nem por onde começar.

Mas eu estou com vocês nessa.

Realmente o ponto de vista em segunda pessoa não é muito encontrado em histórias de ficção. Você pode encontrar este ponto de vista mais facilmente em contos, mas ela impera mais em livros não-fictícios, que são focados em trazer para o leitor conteúdos didáticos de sua preferência, como um livro sobre dietas, por exemplo.

Mas o Que Define PDV em Segunda Pessoa?

Essa forma de escrita é utilizado para contar a história usando o leitor como ponto de, utilizando muito o pronome você e seu. Ou seja, VOCÊ é o protagonista da história.

Exemplo:

Você tentou contar a ela, da melhor forma que pode, o que era ser como você. Você descreveu os sentimentos que sempre teve de se sentir deslocado, de sempre ficar de um lado em você mesmo, descreveu você olhando para o mundo mesmo você estando nele e imaginando se é dessa forma que todos se sentiam. De que você sempre acreditou que outras pessoas tinham uma idéia mais clara do que estavam fazendo, e não se importavam muito o porque faziam.

trecho bright lights, big city
Trecho de Bright lights, Big City por Jay McInerney.

No tracho acima é claro a utilização execiva do pronome VOCÊ, trazendo o leitor para uma posição mais pessoal com a história. Trazendo o leitor pra chincha por ter a responsabilidade do resultado da história.

Vantagens

  1. Se sua intenção é fazer com que seu leitor se sinta parte de sua história, então beyond 2soulsescrever em segunda pessoa pode ser uma boa sugestão. O leitor se torna o personagem da história e é fundamental para a tomada de decisões. Pare e pense: O que seria das histórias em jogos de vídeo game se não houvesse o ponto de vista em segunda pessoa? As escolhas do jogador sejão fundamentais para o desenrolar da história, inclusive (e essa é a parte que mais adoro em jogos em segunda pessoa), o próprio resultado da história. Um bom exemplo, é um jogo chamado de Beyond Two Souls (uma  história emocionante) onde o fechamento pode mudar dependendo do que você escolher, por que afinal, você é a personagem principal. 
  2. Se você é fã de contos, tente escrever um em segunda pessoa. Por serem curtos, o leitor tem a possibilidade de experienciar o que é ser outra pessoa sem se preocuparem de ter que ler uma ficção longa, o que pode cansá-lo rapidinho.
  3. Escrever contos eróticos em segunda pessoa proporciona delírios e suspiros no conforto de sua cama (se é que você me entende). Se você escreve erótica e quer que seu leitor tenha uma experiência mais pessoal com seu livro, então escrever em segunda pessoa é uma ótima opção e você vai ouvir os gritos de longe (olha eu usando de segunda pessoa para persuadir você a escrever).
  4. Escrever em segunda pessoa pode ser usado como ferramenta para experimentar seus personagens e narrativa. Se colocando nos sapatos do seu personagem te ajudará a pensar em como ele agiria em tal situação. Sem contar que o tornará mais real e pé no chão.

Desvantagens

  1. Escrever em segunda pessoa é um dos pontos de vista mais difíceis de se escrever e o motivo é o mesmo do primeiro ponto positivo acima: o leitor é o personagem principal.  Criar um personagem em que seu leitor queira ser e permanecer sendo até o final da sua história não é tão fácil. Se você criar um personagem que é de uma forma no começo e que sofra uma mudança drástica do meio para o fim, você pode fazer seu leitor perder o interesse e largar o livro.
  2. Crar um personagem único e universal. Você não quer que seu leitor ao virar a segunda página diga: Mas eu nunca diria isso ou faria aquilo ou pensaria assim. Encontre uma forma de fazer o leitor imergir dentro do personagem sem  transofmá-lo da água para o vinho de uma hora pra outra.
  3. Ninguém gosta de receber ordens de como fazer (ou pensar) as coisas, e quando você escreve em segunda pessoa, é exatamente isso que você está fazendo com o leitor: mandando nele. E isso pode ser um fator que fará um leitor não escolher seu texto em segunda pessoa. E escrever um texto em segunda pessoa que não demonstre esse tipo de sensação para o leitor são outros quinhentos.
  4. Quanto maior a história maior a dificuldade de manter o leitor imergido dentro dessa perspectiva. Sem contar na mudança do personagem criado ao decorrer da história, podendo desenteressar o leitor.

Alguns livros e coletâneas de contos são:

  • On Being Told That Her Second Husband Has Taken His First Lover por Tess Slesinger – Contos
  • Bright lights, Big City por Jay Maclnerney – Romance
  • Self-Help por Lorie Moore – Contos
  • If on a winter’s night a traveler por Italo Calvino – Contos
  • How to babysit a grandpa por Lee Wildish – Romance com imagens.

Sim! Não briguem comigo por que todos são em inglês. Não consegui encontrar nenhum desses em português. Se vocês souberem de alguma obra em segunda pessoa que seja em português ou talvez você mesmo escreva em segunda pessoa, deixe nos comentários abaixo. Eu adoraria lê-los.

Semana que vem!

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Vamos  falar sobre como foram esses últimos três meses de blog! Com uma pequena retrospectiva e as coisas que estão por vir!

Até lá!

Escreva feliz!!

Resenha de Destinos Traçados

DT Ebook

Hoje a resenha é do livro da minha amiga e parceira Daniella Moreno com sua obra de arte Destinos Traçados. Publicado de forma independente em 2017.

Por enquanto, está escrito somente em português, porém versão em inglês jájá estará disponível. Aliás, sou eu quem está o traduzindo!

Se te interessar é só clicar nesse link aqui .

A história se passa em Napoli, Trento (cenários maravilhosos) e principalmente no vinhedo de Trento. (ui!) 

São dois personagens principais: Greta, uma garotinha que amava desenhar, se muda para Napoli depois de um trauma, deixando a família e o amor de sua vida para trás, tornando-se uma estilista famosa de bolsas e sapatos, mas com medo de ser exposta à midia mudou seu nome e criou até um contrato de sigilo para proteger sua identidade e processar qualquer um que exponha seu nome verdadeiro, foto ou qualquer tipo de informação que a comprometa; E Filippo, o menino que amava tirar fotos dos desenhos de Greta, depois de ser deixado pelo amor de sua vida, sem qualquer explicação, se fecha para o amor e resolve cursar uma faculdade na Alemanha para ser um fotógrafo profissional.

O destino os trazem para perto novamente para resolverem seus passados e reencontrarem o amor.

A história lida com abuso sexual, e suas consequências, traição, românce e sobre tudo, família.

O tempo da história é alinar com aluguns flashbacks.

Os personagens auxiliares (secundários) são Giovanna, Lorenzo, Enzo, Nina, amigos dos principais e Ana e Bernardo, pais de Greta e Matia e Fiorella, pais de Filippo.

Pontos Fortes

Os peraongens são bem arredondados. Consigo até imaginar como seria a vóz de Greta e de Filippo. Gosto muito da sensação de que estou lá observando pessoalmente o que está acontecendo e a escritora soube trazer essa sensação direitinho.

Falando de cenário? Não tenho nem o que dizer por que é lindo! Amo a Itália. Amo vinho. Amo macarrão. Fim de comentário.

A cena de abuso é bem detalhada, o que dá vontade de chorar (com um bom sentido). Greta conta cada detalhezinho que ela lembra como se consumisse sua vida, péle e ossos dela. Agora, as cenas de amor, são mais singelas e românticas. Acredito que tenha sido um toque especial da escritora para mostrar como o sexo é lindo quando se tem amor.

Pontos Fracos

Na primeira parte da obra, antes de iniciar a narração ou no começo de um capítulo novo, a escritora colocava o nome de quem estaria narrando em seguida, como se avisando ao leitor que agora não é Greta, agora é Filippo; Mas com o decorrer da obra comecei a notar que essa demarcação havia sumido. Então, quando começava um capítulo, as vezes me confundia com os pontos de vista dos personagens, (só um poquitíco) não sabia quem estava falando àquela hora, mas essa confusão já era sanada depois da segunda frase, que era quando notava o linguajar do personagem e descobria o narrador.

Isso não é considerado um ponto fraco, na verdade. Inclusive, é uma tática chamada de head-hopping (pulando de cabeça-para-cabeça), uma técnica de mudança de ponto de vista, que não visa mencionar o nome do peronagem que está narrando, com o intuito de criar uma experiência emocional poderosa (soa um pouco melhor em inglês) para o leitor.

Não é muito empregada hoje em dia devido a essa possível confusão que pode ser criada na mente do leitor. Não estou dizendo que essa técnica é ruim, só estou dizendo que é preciso se ter personagens bem definidos, vózes bem definidas para diminuir a possibilidade de confusão.

Enfim, como disse antes: não é um ponto tão fraco assim, é só o fato de que nesse caso gerou em mim um pouco de indecisão e também, não sou muito fã da tática. Talvez, por falta de ler histórias que as usa.

Público-alvo

É uma ótima história para maiores de 18 anos devido às partes fortes e cenas de sexo.

Se você é romântico(a) de carteirinha e quer ler um livro para te inspirar e fazer chorar? Tá aqui: leia Destinos Traçados que você vai gostar!

Observacao Final

Bom, como um todo, a história é linda, o cenário é lindo. Os personagens são redondos. Quero dizer, são bem destintos e destinguiveis. A narração de Greta é diferente da narração de Filippo o que diminui ainda mais aquela confusão que eu sentia com o head-hopping.

A história em si, é bem fechadinha. Não encontrei nenhuma incoerência de narração nem pontos mal resolvidos.

Próximo Post!

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Vamos voltar à série Pontos de Vista e falaremos tudo a respeito do PDV em Segunda pessoa!!!

Até lá!

Escreva Feliz!!!

5 erros que escritores cometem no lançamento do seu livro

Aqui no Texas é muito comum a posse de arma. Existem vários tipos de armas e cada um com a sua característica e alcance. ê

william-isted-wpeylo0enfs-unsplash.jpgNão conheço muito de arma, mas, exemplo: o Shotgun (o que no Brasil chamamos de Caçadeira ou de Doze), quando disparada, o tiro espalha pequenos fragmentos como um leque, com o intuito de acertar tudo o que tiver ao seu alcance, por isso que é considerada uma arma ótima para caça, se o animal se mover um pouco ele ainda pode ser baleado.

Mas o alcance do tiro depende muito da distância em que se encontra a presa, ou seja, ele somente será efetivo com presas próximas. (Já vou explicar o porque é que estou falando de armas).

thomas-tucker-2q3RH6grop4-unsplashAgora, o Rifle é totalmente o oposto do Shotgun. O alcance dela é ótimo para presas que estao longe e quando disparada é para acertar um alvo só e com precisão.

Por que é que estou falando disso? Por que essas duas armas descrevem dois tipos de abordagem que escritores usam para o lançamento de seu livro. (Podem até não ser as únicas formas, mas com certeza são as mais comuns)

A abordagem Shotgun (ou Caçadeira) visa você sozinho, usar todos os tipos de plataformas existentes na web com o intuito de alcançar o máximo de pessoas possível de todas as formas possíveis, sem saber onde está atirando e sem conhecer sua presa. E se seu alvo mover um pouquinho, pelo menos uma boa cicatriz vai deixar, ou melhor dizendo: ele vai saber que seu livro está lá, sabe que é bom, porém não finalizou a compra.

É efetivo? De certa forma até pode ser, mas com certeza é cansativo. Imagina você ter que fazer o mesmo toda vez que for lançar um livro novo? E você tem que ainda manter o mesmo ritmo de “tiros” para manter seus leitores e encontrar novos (eu também não to dizendo pra não fazer, mas… vem comigo, vem comigo).

A abordagem Rifle visa precisão, menos tarefas, porém mais acertividade focado para um determinado público e só. (Preciso dizer mais alguma coisa?) É você pensar lá na frente e utilizar seu tempo e dinheiro da melhor forma possível.

Há a posibilidade de perder leitores no processo? Pode ate parecer que sim, mas não! Por que você está mirando para atingir apenas um público alvo específico para seu tipo de escrita, criando uma relação com seu leitor, você aprende a conhecê-lo, do que ele gosta de ler e fazer e esses leitores vão ser fiéis a você e a sua escrita trazendo vendas constantes durante lançamentos (e até re-lançamentos) e até duplicar, triplicar vendas conforme mais fãs aparecem.

Que tipo de abordagem você usa para os lançamentos do seu livro?

Que tipo de abordagem você pensa em usar para o lançamento do seu próximo livro?

E uma pergunta muito, MUITO importante para o lançamento do seu livro é:

Por que você quer escrever um livro?

Por que você escreve, afinal? É pra ajudar as pessoas a serem melhores com o que comem? É para divertir? Informar? Auxiliar? Pergunto de novo: por que você escreve?

Isso faz toda a diferença na hora do lançamento. É com essa dedicação que você vai em frente para o passo mais importante do seu livro!

Uma vez que você tem essa pergunta respondida, aplique essas três dicas:

  1. Crie um time para o lançamento. Um grupo de pessoas das quais você confia e que irão te ajudar no processo do lançamento do seu livro. Acho que mais de 50 pessoas fica difícil de gerenciar, mas se você conseguir gerenciar mais, melhor. A quantidade de pessoas vai depender também do tipo de lançamento que você quer ter para o livro. Quanto mais pessoas, mais alcance.  Mas o que esse time irá fazer? Eles vão fazer o trabalho da Caçadeira pra você! São responsáveis por ler seu livro antes do lançamento, criar um comentário e no dia do D postá-lo na página da plataforma onde você venderá seu livro. Após isso, publicarão em suas respectivas redes socias o livro que leram, e que o livro é muito bom e que eles conhecem o escritor, que é muito legal e… BUIAA! Lançamento perfeito! Vendas, Vendas, Vendas, com maiúsculo. Mas o que seu time ganha com isso? Simplesmente o prazer de poder fazer parte de algo especial, você também pode criar uma área de agradecimento onde colocará o nome do leitor e ele terá acesso ao seu conteúdo gratuitamente e antes do lançamento, ou acesso a brindes também!
  2. Consiga o máximo de comentários possíveis. Os comentários a respeito do seu livro é sua vitrine para um comprador em potencial, quanto mais comentários bons na sua página de vendas, mais chances de vender seu livro.
  3. Alavanque seu livro para o sucesso. Use seu livro como porta para a venda de outros produtos dos quais você possui. Exemplo: se seu livro é a respeito de uma dieta saudável, use a parte introdutória (ou final) do seu livro para apresentar algum tipo de produto que for vender, como por exemplo um plano de nutrição personalizada para seu consumidor ou uma consulta gratuita por telefone para dar dicas de como melhorar sua alimentação e adquirir mais vendas. Consiga o contato dessa pessoa, trate-o de forma pessoal.

Tem uma frase muito bacana que ouvi em uma palestra e ela é assim:

Google é um motor de pesquisas para navegadores; Amazon é um motor de pesquisas para compradores.

Use isso para encontrar seu público (Google) e fazer uma vendas efetivas (Amazon).

Agora, com vocês: as cinco coisas para não fazer no lançamento do seu livro:

  1. Tentar agradar todo mundo. Isso é impossível de se fazer em qualquer situação em sua vida, benhêêê. Então não ache que vai ser diferente para o lançamento do seu livro.
  2. Ter uma capa ruim. Sabe quando dizem que o livro não se lê pela capa? Então, talvez não se leia um livro pela capa, mas se vende um livro pela capa. Como é a capa do seu livo? Ele se sobressai aos outros do mesmo gênero e nicho? Qual é a posição do título do livro na capa? Lembre-se de sempre centralizar seu título na parte superior do livro. Lemos de cima para baixo então, você quer que o seu comprador potencial olhe para sua capa e veja o título dele de cara, que me leva para o próximo ponto.
  3. Um título ruim. Faça seu comprador em potencial entender sobre o que é o seu livro já pelo título. Não tente fazer muita firula, por que pode até soar bonito, mas se não fizer muito sentido e conectar com a história, o leitor não o comprará. Pense em títulos curtos e diretos ao ponto. Um exemplo prático: Harry Potter e a Pedra Filosofal. Você sabe quem é o protagonista e você sabe sobre o que é o livro e ainda da pra gerar um pouco de curiosidade no leitor.
  4. Esperar para publicar. Se você está com o seu livro pronto, não espere para publicá-lo. Manda vê! Por que é um fatality deixar de publicar seu livro crendo que não é o momento certo. PUBLIQUE! E por último:
  5. Tentar fazer tudo sozinho. Procure ajuda. Procure apoio. Principalmente apoio. Primeiro busque apoio de pessoas que te cercam e depois de fãns. Mantenha essas pessoas por perto para te encoragar e te dar suporte!

Espero que essas dicas tenham sido produtivo pra vocês como foram pra mim!

Próximo Post!

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Temos resenha vindo aí!!! E será do livro Destinos Traçados, por Dani Moreno, minha amiga, escritora, editora e mãezona! Até lá!

Escreva feliz!!!