5 erros que escritores cometem no lançamento do seu livro

Aqui no Texas é muito comum a posse de arma. Existem vários tipos de armas e cada um com a sua característica e alcance. ê

william-isted-wpeylo0enfs-unsplash.jpgNão conheço muito de arma, mas, exemplo: o Shotgun (o que no Brasil chamamos de Caçadeira ou de Doze), quando disparada, o tiro espalha pequenos fragmentos como um leque, com o intuito de acertar tudo o que tiver ao seu alcance, por isso que é considerada uma arma ótima para caça, se o animal se mover um pouco ele ainda pode ser baleado.

Mas o alcance do tiro depende muito da distância em que se encontra a presa, ou seja, ele somente será efetivo com presas próximas. (Já vou explicar o porque é que estou falando de armas).

thomas-tucker-2q3RH6grop4-unsplashAgora, o Rifle é totalmente o oposto do Shotgun. O alcance dela é ótimo para presas que estao longe e quando disparada é para acertar um alvo só e com precisão.

Por que é que estou falando disso? Por que essas duas armas descrevem dois tipos de abordagem que escritores usam para o lançamento de seu livro. (Podem até não ser as únicas formas, mas com certeza são as mais comuns)

A abordagem Shotgun (ou Caçadeira) visa você sozinho, usar todos os tipos de plataformas existentes na web com o intuito de alcançar o máximo de pessoas possível de todas as formas possíveis, sem saber onde está atirando e sem conhecer sua presa. E se seu alvo mover um pouquinho, pelo menos uma boa cicatriz vai deixar, ou melhor dizendo: ele vai saber que seu livro está lá, sabe que é bom, porém não finalizou a compra.

É efetivo? De certa forma até pode ser, mas com certeza é cansativo. Imagina você ter que fazer o mesmo toda vez que for lançar um livro novo? E você tem que ainda manter o mesmo ritmo de “tiros” para manter seus leitores e encontrar novos (eu também não to dizendo pra não fazer, mas… vem comigo, vem comigo).

A abordagem Rifle visa precisão, menos tarefas, porém mais acertividade focado para um determinado público e só. (Preciso dizer mais alguma coisa?) É você pensar lá na frente e utilizar seu tempo e dinheiro da melhor forma possível.

Há a posibilidade de perder leitores no processo? Pode ate parecer que sim, mas não! Por que você está mirando para atingir apenas um público alvo específico para seu tipo de escrita, criando uma relação com seu leitor, você aprende a conhecê-lo, do que ele gosta de ler e fazer e esses leitores vão ser fiéis a você e a sua escrita trazendo vendas constantes durante lançamentos (e até re-lançamentos) e até duplicar, triplicar vendas conforme mais fãs aparecem.

Que tipo de abordagem você usa para os lançamentos do seu livro?

Que tipo de abordagem você pensa em usar para o lançamento do seu próximo livro?

E uma pergunta muito, MUITO importante para o lançamento do seu livro é:

Por que você quer escrever um livro?

Por que você escreve, afinal? É pra ajudar as pessoas a serem melhores com o que comem? É para divertir? Informar? Auxiliar? Pergunto de novo: por que você escreve?

Isso faz toda a diferença na hora do lançamento. É com essa dedicação que você vai em frente para o passo mais importante do seu livro!

Uma vez que você tem essa pergunta respondida, aplique essas três dicas:

  1. Crie um time para o lançamento. Um grupo de pessoas das quais você confia e que irão te ajudar no processo do lançamento do seu livro. Acho que mais de 50 pessoas fica difícil de gerenciar, mas se você conseguir gerenciar mais, melhor. A quantidade de pessoas vai depender também do tipo de lançamento que você quer ter para o livro. Quanto mais pessoas, mais alcance.  Mas o que esse time irá fazer? Eles vão fazer o trabalho da Caçadeira pra você! São responsáveis por ler seu livro antes do lançamento, criar um comentário e no dia do D postá-lo na página da plataforma onde você venderá seu livro. Após isso, publicarão em suas respectivas redes socias o livro que leram, e que o livro é muito bom e que eles conhecem o escritor, que é muito legal e… BUIAA! Lançamento perfeito! Vendas, Vendas, Vendas, com maiúsculo. Mas o que seu time ganha com isso? Simplesmente o prazer de poder fazer parte de algo especial, você também pode criar uma área de agradecimento onde colocará o nome do leitor e ele terá acesso ao seu conteúdo gratuitamente e antes do lançamento, ou acesso a brindes também!
  2. Consiga o máximo de comentários possíveis. Os comentários a respeito do seu livro é sua vitrine para um comprador em potencial, quanto mais comentários bons na sua página de vendas, mais chances de vender seu livro.
  3. Alavanque seu livro para o sucesso. Use seu livro como porta para a venda de outros produtos dos quais você possui. Exemplo: se seu livro é a respeito de uma dieta saudável, use a parte introdutória (ou final) do seu livro para apresentar algum tipo de produto que for vender, como por exemplo um plano de nutrição personalizada para seu consumidor ou uma consulta gratuita por telefone para dar dicas de como melhorar sua alimentação e adquirir mais vendas. Consiga o contato dessa pessoa, trate-o de forma pessoal.

Tem uma frase muito bacana que ouvi em uma palestra e ela é assim:

Google é um motor de pesquisas para navegadores; Amazon é um motor de pesquisas para compradores.

Use isso para encontrar seu público (Google) e fazer uma vendas efetivas (Amazon).

Agora, com vocês: as cinco coisas para não fazer no lançamento do seu livro:

  1. Tentar agradar todo mundo. Isso é impossível de se fazer em qualquer situação em sua vida, benhêêê. Então não ache que vai ser diferente para o lançamento do seu livro.
  2. Ter uma capa ruim. Sabe quando dizem que o livro não se lê pela capa? Então, talvez não se leia um livro pela capa, mas se vende um livro pela capa. Como é a capa do seu livo? Ele se sobressai aos outros do mesmo gênero e nicho? Qual é a posição do título do livro na capa? Lembre-se de sempre centralizar seu título na parte superior do livro. Lemos de cima para baixo então, você quer que o seu comprador potencial olhe para sua capa e veja o título dele de cara, que me leva para o próximo ponto.
  3. Um título ruim. Faça seu comprador em potencial entender sobre o que é o seu livro já pelo título. Não tente fazer muita firula, por que pode até soar bonito, mas se não fizer muito sentido e conectar com a história, o leitor não o comprará. Pense em títulos curtos e diretos ao ponto. Um exemplo prático: Harry Potter e a Pedra Filosofal. Você sabe quem é o protagonista e você sabe sobre o que é o livro e ainda da pra gerar um pouco de curiosidade no leitor.
  4. Esperar para publicar. Se você está com o seu livro pronto, não espere para publicá-lo. Manda vê! Por que é um fatality deixar de publicar seu livro crendo que não é o momento certo. PUBLIQUE! E por último:
  5. Tentar fazer tudo sozinho. Procure ajuda. Procure apoio. Principalmente apoio. Primeiro busque apoio de pessoas que te cercam e depois de fãns. Mantenha essas pessoas por perto para te encoragar e te dar suporte!

Espero que essas dicas tenham sido produtivo pra vocês como foram pra mim!

Próximo Post!

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Temos resenha vindo aí!!! E será do livro Destinos Traçados, por Dani Moreno, minha amiga, escritora, editora e mãezona! Até lá!

Escreva feliz!!!

As Diversas Pessoas em Primeira Pessoa

Olá escritores!

Hoje vou tentar deixar o máximo de informações que posso encontrar no mundo a respeito do ponto de vista (ou narrativa) em primeira pessoa. Mas antes de tudo uma pergunta que não quer calar.

O que é ponto de vista em primeira pessoa?

Você consegue identificar esse ponto de vista facilmente pelo uso de pronomes como EU e NOS, que apresenta uma história que esta acontecendo agora ou relatando algo que aconteceu consigo no passado.

O narrador da história geralmente é o próprio personagem principal,  mas há técnicamente 4 tipos de perfis encontrados em personagens em primeira pessoa, são esses:

O Protagonista

Ele ou ela é o persoangem principal da história. O protagonista divide o que está acontecendo com ele de primeira mão, junto com seus comentários pessoais.

FROM THE MOMENT I woke up there had been flashing neon signs warning me that danger was coming. An alarm that never went off, the stabbing pain in my temple, an unsettled stomach, a dead cell phone and a tear in my pants. Worse, the fingers that itched and a tingle in my arms.

Reyes, Matilda. Order of Vespers (Vespers Chronicles Book 1) (p. 1). Kindle Edition.

Tradução: Desde o momento em que eu acordei alí, sinais piscando em cores neon me avisavam de que perigo estava por vir. Um alarme soou, uma dor imensa na cabeça, um estômago embrulhado, um celular sem bateria e um rasgo na minha calça. Pior, os dedos coçavam e meus braços formigavam.

Personagem Secundário

A história pode até não ser sobre esse personagem, mas ele pode contar suas experiências e contato com o personagem principal, devido a relação e liberdade entre os dois. Na minha opinião Bentinho é um ótimo exemplo.

Tudo era matéria às curiosidades de Capitu. Caso houve, porém, no qual não sei se aprendeu ou ensinou, ou se fez ambas as cousas, como eu. É o que contarei no outro capítulo. Neste direi somente que, passados alguns dias do ajuste com o agregado, fui ver a minha amiga; eram dez horas da manhã. Dona Fortunata, que estava no quintal, nem esperou que eu lhe perguntasse pela filha.

Machado de Assis. Dom Casmurro. Capitulo XXXII – Olhos de Ressaca.

O Observador

Esse tipo de narrador presencia a história mas tem um limite na sua participação. A primeira pessoa observadora está bem próximo do ponto de vista em terceira pessoa limitada (visite aqui para a definição), porém este escolhe adicionar pronomes pessoais para injetar comentários.

Um exemplo clássico é Sherlock Holmes que é narrado por Wolton que tenta entrar na cabeça de Holmes para resolver os casos, e ao decorrer do caso, tudo o que o narrador apresenta faz até sentido, mas no final, é totalmente o contrário do que o narrador esperava.

Esse efeito seria imposível de alcançar caso a narração fosse feita através do ponto de vista de Holmes. Wolton não se intromete nas ações de Holmes. Ele as observa, analisa e conta para nós.

O Narrador Não Confiável

Esse tipo de narrador não pode ser confiado para contar fatos de uma história corretamente ou de forma confiável, pois ele ou ela podem distorcer a mesma.

Existem cinco tipos de narrador não confiável que podemos destacar sendo esses:

  • O Pícaro: narrador personagem caracterizado por exagerar e se vangloriar com tudo. Exemplos podem ser  Moll Flanders por Daniel Defoe (mesmo autor de Robinson Crusoe).
  • O Louco: narrador experienciando os mecanismos de defesa da mente, como um trauma ou algum tipo de doença mental, como esquizofrenia ou paranóia.  Exemplos incluem livros dos generos de ficção noir e hardboiled (geralmente policiais perturbados), onde o protagonista descreve o que vê de forma cínica e outrora louca.
  • O Palhaço: narrador não leva sua narração a sério brinca com a verdade e as expectativas do leitor. Exemplo:  Memórias postumas de Bras Cubas de Machado de Assis (eu tenho que ler de novo esse livro – muito bom).
  • O Imaturo: narrador se apresenta com uma percepção imatura ou limitada dentro do seu ponto de vista. Um ótimo exemplo é Forrest Gump.
  • O Mentiroso: um narrador mais maduro que se mostra ser uma pessoa diferente muitas vezes para esconder uma conduta imprópria. The Good Soldier (O Bom Soldado) por Ford Madox Ford exemplifica esse tipo de narração.

Quais são as vantagens e desvantagens de se escrever em primeira pessoa?

Vantagens

  1. Vóz do personagem: O fato de que você esta dentro da cabeça do personagem pode trazer vida e autenticidade para sua história (algo que eu prezo muito). Se caracterização é um forte seu, então escrever em primeira pessoa vai ser bem divertido. Criando também uma história fácil de compreender e agradável aos seus leitores.
  2. Casualidade: Seu persoangem esta contando a história deles para o leitor criando uma sensação de ser uma conversa informal e casual. Se é essa sua intenção, então escrever em primeira pessoa é uma opção. (Ó rimou!)
  3. Facilidade: Muitas pessoas escolhem escrever em primeira pessoa pela facilidade da escrita. O fato de usar os pronomes Eu e Nós ajuda você a se colocar na posição do personagem. Se isso mostra ser fácil, escreva em primeira pessoa.

Desvantagens

  1. Vóz: Mas você não acabou de dizer que era uma vantagem? Pera aí, que vou explicar: Você tem que ter certeza de como é a vóz do seu personagem para ele(a) poder narrar a história. Se você não tiver certeza de como é a voz dele seu personagem vai acabar soando ou muito inconsistente ou sem sal nem açucar. Um personagem meh. Você não pode cometer o erro de mesclar a sua vóz pessoal com a voz do personagem nem com nenhum outro personagem, se caso ouver mudança de personagem.
  2. Limitações: Você esta preso na cabeça desse personagem e perde a possibilidade de narrar algo que se passa fora da perspectiva do narrador. Ou seja, se o antagonista resolver atacar o protagonista em tal lugar em tal hora, o seu personagem não vai ter como saber disso.
  3. Irritante: Essa desvantagem é mais um estereótipo do que uma desvantagem em si, mas personagens em primeira pessoa podem soar juvenis e irritantes. Geralmente personagens em primeira pessoas acabam sendo mais jovens e consequentemente adolescentes sendo mais chorões e irritantes. Mas o problema não é a escolha de se escrever em primeira pessoa, mas sim escritores que escolheram escrever sobre personagens irritantes. Escolha seus persoangens bem, (eu acredito que eu não tenha sido uma adolecente irritante), por que se seu personagem é ruim, então sua narração vai ser ruim, e seu leitor esta preso a todas essas coisas ruins!!!

Criando uma Conecção

Já ouvi muitos falarem que é muito fácil criar uma conecção com o leitor escrevendo em primeira pessoa. O leitor se comove e se põe no lugar do personagem.

Mas isso não é necessariamente, totalmente, verdade.

Eu já li muitos livros em terceira pessoa que motraram muita profundidade no que o personagem sente e está passando. Inclusive, o livro que estou escrevendo é em terceira pessoa e o conto que estarei lançando também é em terceira pessoa e acredito que consegui expressar bem meus personagens.

Técnicas de Narração em Primeira Pessoa

Acima falamos sobre os tipos de perfil de personagem em primeira pessoa, abaixo vou mostrar alguns exemplos dessas técnicas. (Para definição completa leia este post)

Imediata

É quando seu personagem/narrador está apresentando sua história no momento em que está acontecendo, aqui e agora. O leitor se conecta com o personagem de uma forma direta e sentimental muitas vezes se encontrando nele (fazendo comparações com a sua própria vida com a do personagem).

Exemplo: Jogos Vorazes, Clube da Luta, Order of Vespers (não sei se tem em Português)

“I figured maybe she needed help, and that was enough to get me out of my nightmare’s darkness. I was worried about a woman who I didn’t even know the name or could see the face clearly.”

Destiny of Dashier Colt. Prólogo.

Tradução: Eu pensei que talvez precisasse de ajuda, e isso foi suficiente para me tirar dos meus pesadelos. Eu estava preocupado com uma mulher que eu nem conhecia o nome ou conseguia ver a face.

“E enquanto estou conversando, a ideia de perder Peeta de verdade me atinge novamente e percebo o quanto não quero que ele morra. E não é sobre os patrocinadores. E não é sobre o que vai acontecer em casa. E não é só porque eu não queira ficar sozinha. É ele. Eu não quero perder o garoto com o pão.” EVERDEEN, Katniss

Jogos Vorases.

Epistolar

É escrito através de documentos enviados de um para o outro. Geralmente são cartas, mas podem ser páginas de um diário, um artigo de jornal, e algo mais recente pode ser um texto de blog ou email.

Letter 1

To Mrs. Saville, England
St. Petersburgh, Dec. 11th, 17—
You will rejoice to hear that no disaster has accompanied
the commencement of an enterprise which you have regarded with such evil forebodings.

Frankenstein, por Mary Shelley

Tradução: Carta 1. Para Senhora Saville, Inglaterra. São Petersburgh, Dec. 11th, 17-. Você se alegrará ao ouvir que nenhum desastre acompanhou o começo da empresa que você desejou tão mal.

Jonathan Harker’s Journal
3 May. Bistritz.—Left Munich at 8:35 P.M., on 1st May,
arriving at Vienna early next morning; should have arrived
at 6:46, but train was an hour late.

Dracula, por Bram Stoker.

Tradução: Diário de Jonathan Harker. 3 de Maio Bistritz. – Sai de Munique às 8:35 da tarde do dia 1° de Maio e cheguei em Vienna na manha seguinte bem cedo; deveria ter chego às 6:46, mas o trem estava uma hora atrasado.

Reflexivo

Também chamado de retrospectivo, é quando o personagem em primeira pessoa relata algo que ocorreu consigo no passado.

Um exemplo ótimo é O Hobbit, quando no começo Bilbo esta escrevendo contando a sua história.

Numa toca no chão vivia um hobbit. Não numa toca desagradável, suja e úmida, cheia de restos de minhocas e com deiro de lodo, tampouco uma toca seca, vazia e arenosa, sem nada em que sentar ou o que comer: era a toca de um hobbit, e isso quer dizer conforto.

O Hobbit. Capitulo 1.

Exercício

Para praticar a escrita em primeira pessoa, pegue uma situação, por exemplo: fazendo um bolo (to com vontade de comer doce), e escreva do ponto de vista de um padeiro. Depois troque de personagem e use o ponto de vista de um assistente de padeiro (se é que existe isso), uma mãe que esta longe e ensinando a filha a fazer um e por aí vai. Alterne quantas vezes for necessário e use diferentes táticas para pegar prática.

Espero que tenha sido exclarecedor! Pessoalmente eu aprendi muito nesse processo todo!

Se ouver alguma dúvida, por favor deixe nos comentários abaixo, farei o possível para ajudar!

Próximo post!

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Falaremos 5 erros que escritores cometem no lançamento do seu livro!

Até lá e escreva feliz!

O destino do CEO Resenha

Oi gente!

O livro que estarei falando hoje é essa maravilha da autora Carol Moura: O Destino do CEO.

Se te interessar você pode fazer a compra aqui neste link.

Foi feito disponível na Amazon em Dezembro de 2017 de forma independente e tem uma resposta maravilhosa de 4.8 estrelas. Ele esta em português, mas também tem versão em inglês. (Que foi a que eu li)

A história se passa em Nova York e gira em torno de Dashier (gostosão), CEO de uma companhia de games e Quin (fodona e independente), planejadora de eventos (principalmente casórios), e dona (tem uma porcentagem, lá) de uma confeitaria/padaria que só pela descrição me da água na boca e vontade de ir visitar esse lugar pessoalmente.

Dashier conhece Quin dentro dessa padaria, após ter sido descuidado em perder seu filho, Hazel, e encontrá-lo na mesa com Quin comendo um pedaço de bolo.

Dashier fica P da vida (claro, quem nunca) e briga com Hazel na frente de Quin que decide rebatê-lo em defesa do menino.

Pai e filho vão embora, mas nenhum dos dois conseguiu tirar Quin da cabeça.

É nesse meio que a história vai ficando booouua, picante, emocionante, dramática e comica.

Tem de tudo nessa história por isso que gostei tanto.

E só pra constar, não leio muitos romances por que não gosto tanto do melo melado, mas esse daqui, sai da regra. (Todinho!)

A linha da história é sequencial com algumas recorrências ao passado.

O ponto de vista da história é em primeira pessoa imediata. E ela transita entre Dashier e Quin. A transição entre os dois personagens é suave e fácil de identificar quem esta falando no momento.

Os dois personagens digamos principais, Dashier e Quin são bem construídos. Parecem bem reais. Os dois tem pontos fortes e fracos e tentam, a cada dia, serem melhores para si mesmos e principalmente um para com o outro. O Hazel é encantador, inteligente pra idade dele, educado e tranquilo.

O publico alvo deste livro é para os jovens acima de 18 anos, devido aos pontos bem hots do livro.

Pontos Fortes

Foi bem escrito! Como disse antes, a transição de uma cena para outra, são suaves.

A leitura é agradável e gostosa. E muito importante: se vê um começo, meio e fim. Todos os problemas do começo do livro são resolvidos ao final, mostrando um livro bem acabado. Um detalhe comum em livros autonomos.

Os personagens secundários também são bem construídos, e gosto muito dessa coisa de parecer uma vida normal, sabe? Acordei (pensei nele), tomei cafe (pensei nele), tomei banho e fui pra trabalhar (pensei nele), voltei pra casa (pensei nele)…

Gostei muito dos pontos de comédia pra contrapor a parte dramática. Mas chorei junto e senti a mesma dor dos personagens também.

Geralmente voce ja meio que sabe o final: os dois ficam juntos e felizes para sempre, mas eu gostei que este eh totalmente imprevisivel. Amo amo amo!!

Pontos fracos

Em alguns capitulos (tipo uns dois ou tres so) senti um pouco de falta de um gancho a mais no final. Algo que me prendesse um pouco mais para continuar lendo.

Gostaria de ter visto um pouco mais de pontos fracos em Hazel como forma de reação aos traumas que teve.

Gostaria tambem de ter visto um pouco mais da vida familiar de Quin. Mas sendo a mulher independente como ela é nao faz falta para a historia, é só mais curiosidade minha mesmo.

Observacao final

Eu vou ler ele de novo! Pronto falei! (alias ja estou lendo de novo)

Eh divertidisimo e recomendo para todos!

Por ser um romance/hot minha imaginacao foi longe ( se eh que voces me entendem).

Mas tomem cuidado por que Dashier ja tem dona.   (oh homao – brincadeira)

Próximo post!

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Falaremos tudo sobre ponto de vista em primeira pessoa!!!

 

 

 

O que é e Como Usar Pontos de Vista

Olá escritores!

Falaremos hoje, e no decorrer desses próximos 3 meses, sobre o que é ponto de vista, suas variantes e como usá-las (e quando usá-las).

O ponto de vista de uma história depende muito do estilo e gênero do escritor.

Por exemplo: é dominante ver em livros de românce o ponto de vista em primeira pessoa.

Quando eu comecei a escrever achei que tinha somente primeira e terceira pessoa, mas na verdade existem várias ferramentas e variantes dentro dessas que podemos explorar e usar.

warren-wong-187566-unsplashMas o que defini ponto de vista (PDV)?

Esse pode ser definido de duas formas: (1) o ponto de vista dentro de uma discussão, uma argumentação, ou qualquer tipo de não-ficção que use uma opinião; a forma que você pensa sobre algo; (2) Dentro de uma história, o ponto de vista é a posição que o narrador usa para descrever eventos.

E é a segunda que vamos explorar aqui com vocês.

Por que ponto de vista é tão importante?

Simplesmente por que ela filtra tudo dentro da sua história. Toda escrita tem que vir de um ponto de vista e se não for definida, poderá danificar sua história.

O pior de tudo é que geralmente são erros fáceis de se evitar, especialmente se você as conhece bem. Então vamos, sem mais delongas, às definições:

Ponto de Vista em primeira pessoa

É quando EU sou o personagem e estou contando a história.

O personagem esta dentro da história, relatando suas experiências pessoas a respeito das coisas que estão acontecendo diretamente ao seu redor. Existem 3 técnicas para se escrever em primeira pessoa:

Epistolar

É escrito através de documentos enviados de um para o outro. Geralmente são cartas, mas podem ser páginas de um diário, um artigo de jornal, e algo mais recente pode ser um texto de blog ou email.

A principal função dessa forma de escrita é providenciar ao leitor uma experiência íntima dos sentimentos e pensamentos do personagem.

O tempo usado é no presente. A carta ou documento escrito pelo personagem em questão tem que ser de modo científico ou teórico, mas atrás dessas cartas pode ter uma história, utilizando até outro ponto de vista, da qual nenhum dos personagens nem se quer sabe a respeito.

A técnica pode ser definida como monológica, escrito por uma pessoa para ela mesma, no caso de um diário – Diario de Anne Frank; Dialógica, cartas entre dois personagens – Frankenstein, por Mary Shelley; Ou polylógica, que involvem três ou mais personagens que trocam cartas e dentre outros documentos – Dracula, por Bram Stoker é um classico exemplo.

Reflectivo

Também chamado de retrospectivo, é quando o personagem em primeira pessoa relata algo que ocorreu consigo no passado.

O tempo usado no texto é escrito no passado. Geralmente contado de uma versão mais velha do personagem a alguém mais novo.

Um exemplo ótimo é O Hobbit, quando no começo Bilbo esta escrevendo no livro dizendo que vai contar a historia dele.

Os fatos contados levam a um personagem que é a melhor versão de si mesma devido a esses acontecimentos. Se não feita corretamente pelo narrador pode gerar muita confusão na cabeça do leitor. Escritores também tendem a misturar esta técnica com o imediato (falaremos logo em seguida) e escritores com pouca experiência tendem a usar muitos clichês para apresentar a mudança de tempo e tom usado na história.

Clichês como: o que você não sabia é que, quando eu era… Ou também, essa parte não contei antes, por que é a parte chata da minha história, mas antes era… Então tome cuidado com a forma que vai usar essa ferramenta.

Imediato

Dominante em histórias de YA (young adult) focado nos jovens, que não são tão jovens assim. Com o intuito de mostrar o aqui e agora, imergindo o leitor pra dentro da cabeça do personagem e da história. The Hunger Game é um bom exemplo.

Ponto de vista em segunda pessoa

A história é contada a você, mas colocando VOCÊ como personagem principal.

Não muito comum em livros de ficção, apesar de que existe um bom exemplo chamado de Bright Lights, Big City por Jay McInerney. Escrito todo em segunda pessoa. A única coisa ruim é que não encontrei versão traduzida, se alguem achar me conta onde.

You are in a nightclub talking to a girl with a shaved head. The club is either Heartbreak or Lizard Lounge. All might come clear if you could just slip into the bathroom and do a little more Bolivian Marching Powder.

Tradução: Você esta numa balada falando com uma mulher de cabeça raspada. O clube é de corações quebrados ou um lounge de lagartos. Mas tudo poderá ficar claro se você pudesse somente dar uma corrida no banheiro e fazer mais pó boliviano.

Deu pra perceber como você respira dentro do cenário como o personagem principal da história?

Ponto de vista em terceira pessoa limitada

A história é sobre ELE ou ELA. O narrador esta fora da história relatando as experiências de um personagem, geralmente sendo o protagonista. A terceira pessoa limitada é como se colocassem uma camera sob os obros do personagem contando tudo o que ele vê.

Pense que aqui você é um mero mortal, então você só sabe o que se passa dentro de uma mente e um coração, portanto sua perspectiva é limitada. E você precisa de vários outros personagens dentro dessa perspectiva para criar a situação e história.

Um bom exemplo, Jane Austen e seu livro Pride and Prejudice.

When Jane and Elizabeth were alone, the former, who had been cautious in her praise of Mr. Bingley before, expressed to her sister how very much she admired him. ‘He is just what a young man ought to be,’ said she, ‘sensible, good-humored, lively; and I never saw such happy manners! So much ease, with such perfect good breeding!'”

Tradução: Quando Jane e Elizabeth estabam a sós, a primeira, que já tinha sido cautelosa na exaltação de Mr. Bingley antes, expressou à sua irmã como ela o admirava muito. -Ele é exatamente como um jovem homem deve ser – ela disse – sensível, de bom humor e vivo; e eu nunca vi educação igual! Tão tranquilo, e com dotes para bons filhos!”

Ponto de vista em terceira pessoa, onisciente

O narrador esta fora da história contando sobre ELE ou ELA, porém ele tem acesso total aos pensamentos e experiências de todos os personagens dentro da história. Esse ponto de vista não tem preferência por personagens facilitando também a passagem de informação para o leitor. Por isso que é tão fácil escrever em terceira pessoa onisciente. Pensa assim, você (narrador) é como um Deus da história e soubesse de tudo o que estivesse acontecendo.

Ponto de vista hibrido

Esse ponto de vista é quando o autor mistura dois ou os três pontos de vista dentro de uma mesma história, o que geralmente acontece quando o author quer injetar sua observação e pensamentos pessoais sem necessariamente ser narrador.

Uma forma de se mudar de PDV é utilizando a técnica História em quadros. Que é uma história dentro de uma história, contada pelo personagem principal ou auxiliar. Ele pode contar a história para outros personagens ou sentar e escrever a história com detalhes para um grupo ou o próprio leitor. É uma técnica bem popular na arte de contração de histórias.

Claro que você vai dizer: mas Mellany, isso parece primeira pessoa episolar e reflectivo. Sim e não. Por que uma carta esta no ponto de vista epistolar, porém a transição entre uma história e outra é um enquadro de histórias. A narrativa muda. O tempo muda. O ar muda.

Não só isso. Um momento reflectivo (ou epistolar) pode usar um enquadro de história para contar sua reflexão, mas nem sempre um enquadro de história é uma epístola ou reflexão.

Outra técnica que pode ser usada é flashbacks (ou memórias). Essa é mais complicada de acertar, pois pode gerar leitores entediados e confusos se não feita corretamente. Professores de escrita criativa falam: são muito difíceis para usar, não se preocupe com eles. Mas então, por que é que perderam tempo criando um nome e definição para isso? Por que e pra que usá-lo? E como?

Você pode usar um flashback durante uma cena de ação para mostrar ao leitor uma cena no passado do personagem que conecte com aquele momento, ou que tenha um pedaço de informação que vai os ajudar no desenrolar da história.

Mas por favor! Não comece um flashback com: eu esqueci de te contar isso; ou, não queria te contar sobre esse trecho da minha vida, mas, não sei se a verei novamente… É muito clichê gente! E aí fica chato. (Como leitora, eu pulo essas partes, sério)

Qual é o gênero que você mais gosta de ler e escrever? Deixe um comentário abaixo.

Lição de casa!

Saia da zona de conforto e leia algo diferente! Talvez um dos livros que falei hoje, ou simplesmente algo usando um ponto de vista diferente do qual você escreve.

 

Próximo post!

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Temos quadro novo: resenha do Destino do CEO, por Carol Moura.

Até lá!

Escreva feliz!

Premio Wise Writer

Olá escritores

Decidi escrever um conto e participar de um concurso aqui nos Estados Unidos chamado de Wise Writer Award (Prêmio Escritor Sábio, sei lá, mais ou menos isso).

O que é esse concurso?

É um concurso com intuito de premiar e incentivar novos escritores de contos. Inclusive foi criado no Brazil ano passado por uma estudante de Letras da Mackenzie para encoragar a literatura no Brazil. A repercussão foi tão grande que esse ano resolveram expandir pro mundo todo com o mesmo propósito: promover novos talentos.

O texto tem que ser em inglês para quem quiser participar, e são $13 dolares para entrar. Pessoas fora do país podem entar também. O período de entrada vai de 5 de Abril até Junho 15.

O que têm pra mim?

Bom vale a experiência de que, primeiro, não escrevo contos. Já tentei várias formas de conto, mas nunca me enquadrei em uma, então pesquisei e juntei tudo o que aprendi até hoje em escrita criativa e me inspirei. Segundo, é uma forma de auto avaliação minha (que redundância), pra saber se eu estou fazendo, ou melhor, escrevendo bem; e terceiro, o prêmio. Para primeiro lugar são $2000 doletas, e o dinheiro será bem vindo para poder investir nos meus projetos. O segundo lugar são $ 500 e o terceiro, $250.

Meu texto: A Jade

Como surgi com a idéia?

Essa idéia surgiu de um sonho muito louco que tive onde minha irmã encontrava uma pedra no meio do mato e que coisas bem ruins aconteciam (não quero spoilar de jeito nenhum).

Qual é o gênero?

Decidi por suspense/terror. É a primeira vez que escrevo em um gênero tão aterrorizante! (aterrorizante por que eu nunca escrevi nada nesse gênero) Mas acredito que vai ser muito legal a experiência.

Qual é o ponto de vista que decidi usar?

Vou criá-lo em terceira pessoa com o tempo no presente, mas a visão é basicamente da Adley e como ela vê o mundo, como se eu estivesse dentro da cabeça dela, so que não. Pensei em fazer em primeira pessoa, mas já na criação da primeira cena, vi que iria ser impossível. E isso vocês vão entender mais pra frente, quando lerem a história.

Qual é o enredo da historia?

A familia Scott decide passar as férias de verão na Guatemala, Antigua, porém depois de uma briga entre irmãs, a mais nova, Kimberly, encontra uma pedra preciosa que custara a vida de toda sua família.

Quem são os personagens?

Basicamente é só a família:

  • Aron Scott: o pai, nunca feliz com nada, e desesperado de uma forma um pouco cômica.
  • Diana Scott: a mãe quase perfeita que nunca é ela mesma.
  • Adley Scott: a irmã mais velha, 18 anos de idade, sonhadora, quer escrever um livro e empurra tudo com a barriga.
  • Kimberly Scott: filha caçula, 13 anos de idade, inocente como toda criança, mas que não para de falar e quando animada, é pior ainda.
  • Personagens secundários: só tem um, que é o policial, bombadão em cima, pernas finas. Mas ele basicamente nao fala.

Como é um conto. A necessidade de elaborar personagens mais profundos é deixada de lado para dar mais foco na ação da historia.

Contos são dirigidos por ações e não personagens que é contrário de uma novela. Lembre-se disso quando for criar um.

Isso não quer dizer que você tem um passe livre pra criar personagens ruins. A forma como esse personagem vai lidar com as ações da história é que dirá para seu leitor quem ele é e dará a sensação de realidade.

Meu esboço

Eu optei pela fórmula de 8 pontos abaixo, por ser um pouco parecida com o que já estou acostumada a usar para minha série. Ela é assim (não vou dar spoiler do meu texto não, então vou usar outros exemplos, ok?):

rascunho a jade
O rascunho do conto: A Jade.
  1. Stasis: E referente ao dia a dia do personagem, por exemplo, Harry potter começa com ele na casa dos tios;
  2. Trigger: uma mudança drástica. Algo acontece na vida do personagem que requer mudança de vida ou atitude;
  3. Quest: o Quest geralmente responde o Trigger. Harry Potter teve que ir pra escola Hawguarts (trigger), por que ele descobriu sobre seu lado bruxo e precisa aprender a usá-la;
  4. Surprise: algo surpreende o personagem e o tira da zona de conforto. Pode ser para o bem ou, normalmente acontece, para o mal.
  5. Critical Choice: É quando o personagem tem que tomar uma decisão crítica para resolver a surpresa do #4. E decisão crítica nem sempre quer dizer que vai ser bom para o personagem.
  6. Climax: a decisão do ponto #5 leva ao climax. É aqui onde você prende o leitor na história que nem dormir ele quer só pra poder terminar de ler.
  7. Reversal: a reversão é o resultado da briga do climax. Eu decidi (#5), aconteceu algo grande (#6) e agora, depois que passou esse momento grande fiquei com isso (#7). Como ficou o personagem no ponto #7?
  8. Resolution: Esse é o final mesmo. tipo, o fim. kkk. Geralmente é o estado oposto ao ponto #1. Algo mudou dentro do personagem. O problema foi resolvido. Como ficou o mundo depois do ponto #7?

Depois que criei esse esboçinho, resolvi jogar no Screvinir para aprofundar a idéia já consolidada.

esboco a jade_sem spoiler

Dividi cada ponto em uma lista de cenas menores e em cada “fixa” (que o programa gera) coloquei uma pequena descrição a respeito da cena, para me servir como guia.

Lembre-se o texto tem que ser em inglês para participar. Para quem quiser participar, porém não sabe como nem com quem traduzir, pense em mim! Eu traduzo! Para mais informações e preços, entre em contato comigo atravez da minha página no blog ou pelo email: readyserbooks.mc@gmail.com

Me desejem sorte!

E escreva feliz!!!!

Segunda!

jeshoots-com-462287-unsplash

Tres meses de blog, não é brincadeira. Então vou fazer um retrospectiva pra vocês contando o que foi que eu aprendi, deixei de aprender, o que mudou na minha rotina e as metas que quero tentar cumprir para os próximos três meses.

Até lá!

Como esboçar e criar um enredo para o seu livro? Parte II (Série Diário do Livro)

Concluiremos hoje os dois últimos estágios para se desenvolver um esboço lindo e maravilhoso.

Então vamos lá!

Estágio #3: Comece a escrever – os 8 pontos de planejamento de esboço (plot points)

Esses pontos não são mandatorios. Cada escritor acaba desenvolvendo uma forma de planejar ao longo do tempo e com pratica. Desidi usar esse, pois é uma estrutura sólida de uma escritora que gosto muito aqui nos EUA. Eu tenho uma estrutura minha que vou passar para vocês num futuro post (quero tipo fazer um video mostrando o que fiz e como fiz). Repita esse planejamento com cada personagem importante da sua história para te ajudar a encontrar falhas de construção e para dar mais profundidade a ele. Mas vamos lá! Os 8 pontos:

  1. Homeland: essa é a parte onde você introduz seus personagens. Onde estavam quando tudo começou? O que estavam fazendo? De onde são? É onde conectamos seu personagem com o leitor. É preciso criar um alicerce bom já desde o começo para seu leitor querer saber o que vai acontecer com o personagem quando o problema surgir. O problema é introduzido de uma forma mais sutil.
  2. Catalyst #1: Esse momento do livro é o primeiro momento “deu merda” para seu personagem. Algo acontece com seu personagem de forma que cause uma mudança drástica na vida dele. Você vai querer introduzir esse ponto mais ou menos aos 20% do seu livro.
  3. Emotional/reactive fase (fase emocional/reativa): O personagem reage ao ponto catalyst #1 de forma emocional e sem pensar. Personagem está mais seguindo o esboço do que afetando-o. Basicamente galinhas correndo sem cabeça. Drama estabelecido.
  4. Catalyst #2: O protgonista consegue alguma informação crucial para manter a história adiante. Não adianta ficar so chorando as pitangas. Todas as suas reações são afuniladas para uma direção. É nessa fase que o protagonista consegue entender mais sobre o que o antagonista quer, e como ele aje. Dá motivação para o protagonista continuar vivendo.
  5. Proactive fase (fase proativa): Por causa do catalyst #2 seu protagonista muda de estratégia e torna-se mais ofensivo. Convencido de que sabe como jogar o jogo, ele está agora afetando o esboço mais do que só seguindo ele. É onde seu personagem vai tentar e falhar, e tentar de novo e falhar de novo e é importante que eles falhem algumas vezes para aumenar as apostas de se vão conseguir ou não.
  6. Catalyst #3: Aqui é o último momento catalyst onde o seu personagem consegue o último pedaço de informação que os guia a encontrar o antagonista para a última batalha antes do climax. Esse é o momento que seu protagonista deve experienciar algum tipo de momento inconsolável antes de decidir chutar a bunda de todo mundo.
  7. Climax: O climax é o momento mais *odástico da sua história. Cai até merda do céu de tão ruim que as coisas ficam. Seu protagonista tem que estar tão grudado ao chão, de uma forma que nem seu leitor consiga ver a sombra dele. O leitor não sabe como é que o protagonista vai sair dessa e estão virando as páginas pra saber como a história termina. O padrão comum dessa fase é quando seu antagonista parece estar ganhando, só que no último momento (último suspiro) seu protagonista ganha no final, ou também, o contrário pode acontecer onde o protagonista está ganhando e bem no finalzinho o antagonista ganha (muito comum em terror e suspenses).
  8. Conclusion: Seu protagonista tem que sair ferido do climax, se não, seu climax não foi grande o suficiente. Na conclusão é onde você terá de encerrar todas as mudanças que o protagonista fez em sua vida e geralmente é um estado oposto ao primeiro ponto – Homeland. É também onde poderá acontecer mais torção de história (ganchos) para uma sequência.

Mais uma dica é que o problema da sua história TEM QUE ser respondida até o final do livro. Não deixe para responder na sequência por que seus leitores vão ficar só um pouco bravos por causa disso. Pra uma sequência de livros você precisará um esboço totalmente diferente que decorrerá até o final da sequência de livros e vou estar mostrando a diferença entre o esboço de um livro autônomo e de uma sequência.

Uma vez que você conseguiu todas essas partes de informação para sua história está na hora do estágio #4.

Estágio #4: Esboçar

Passamos por todos esses estágios para voltar à primeira questão: como esboçar um livro?

Parece algo meio assustador, mas por isso que é importante ter feito os outros três estágios por que agora esboçar fica mais fácil.

Pense no seu esboço mais como uma lista de cenas. Soa mais amigável.

É a hora de você listar todas as cenas você já decidiu que vai por na história. Anote a sequência em papel, num excel ou nas amadas fixas, coloque uma cena em cada fixa e ordene-as da forma que quiser e depois se precisar mudar uma de lugar fica fácil.

Eu tenho um quadro que fiz com fixas, um excel e tenho também no meu programa Scriviner. Por que tantos esboços? É o meu primeiro livro, queria testar de tudo para ver onde me enquadro mais, e também para poder mostrar para vocês como é que fica em cada plataforma. Num futuro post vou mostrar a vocês essas plataformas mostrar as diferenças, os prós e os cons.

Mas não sei o que acontece… Tipo algo acontece quando você escreve sua história em papel, que é tipo… Mágico.

Não se preocupe se você já escreveu parte do seu livro (caso você seja um escritor randômico – para saber o que é um escritor randômico clique aqui) ou se você não tem nem uma linha. O importante é ter as sequências bem delineadas para que sua história faça sentido.

É nessa fase que as coisas ficam mais arbitrárias e podem meio que, fugir da linha da história que você criou. Então tome cuidado! Toda cena tem que se distanciar da passada e se aproximar da seguinte.

Um capítulo deve terminar com uma questão que deve ser respondida pelo menos até o meio do capítulo seguinte, e é aqui que é importante fazer sua lição de casa em esboçar, por que algo pode não fazer sentido pra você da mesma forma que faz sentido pra mim.

Olhe para seus personagens auxiliares. Será possível algum deles servirem para um sub-esboço, que poderá levar a um esboço maior e mais complexo em uma sequência?

Depois que você terminar de delinear suas cenas, pode ser interessante adicionar um resumão da cena (personagens e descrições do local pertinentes a cena) que te servirá também como um guia pra te manter focado quando for realmente o momento de parar e escrever aquele trecho.

Sexta-feira!

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Estarei falando sobre minha jornada num concurso de Contos! Wise Writer Award! Legal, não?

Escreva Feliz!!!

Como esboçar e criar um enredo para o seu livro?(Série Diário do Livro)

É muito fácil dizer: vou escrever um livro. E realmente para uns é só sentar e escrever que o livro sai que é uma maravilha. Mas para outros, como eu, saber por onde começar é algo distante. Por isso, fui ao pai de todas as respostas (Google, para os íntimos), para pesquisar como começar a esboçar meu primeiro livro.

Não tem um método certo, mas esse método que vou mostrar pra vocês é bem sólido e me ajudou bastante.

Estarei dividindo o conteúdo em 2 posts para o texto não ficar tão extenso. Então falaremos de dois estágios agora e os outros dois quarta-feira!

Estágio #1: Brainstroming

Existem dois tipos de brainstorming: passivo e ativo.

O passivo acontece no dia-a-dia, você acorda e pensa em uma idéia, vai escovar os dentes e começa a pensar na sua história, ou você tem um sonho bom (que é geralmente meu caso) que você quer escrever a respeito.

Uma vez que a idéia for escolhida você pode iniciar o processo de brainstoriming ativo, que é quando você senta com papel e caneta e decide com o que vai preencher as lacunas da idéia escolhida.

daria-nepriakhina-474036-unsplashÉ importante fazer perguntas e, claro, respondê-las ao decorrer do estágio. Perguntas como: por que esse personagem não fala? Será que é mudo? Será um trauma? Onde esse personagem nasceu? Com quem conviveu? Onde a história se passa?

É totalmente normal ficar mudando de ativo para passivo e vice versa. Inclusive é importante que você o faça para sempre manter suas idéias frescas. Ficar só fazendo brainstorming ativo (ou passivo), sugará toda sua criatividade em escrever e cansará a sua mente para raciocinar direito.

Toda pessoa tem um certo banco de decisões que pode tomar ao longo do dia, então divida o seu tempo de branstorming ao longo do dia, para você poder fazer escolhas boas para sua obra, sempre.

Não se preocupe se o que você escreveu durante esse processo não for suficiente para escrever um livro, pois você ira voltar a esse processo várias e várias vezes enquanto estiver escrevendo e tambem, nos próximos estágios de hoje. Branistorming é algo constante.

Mantenha suas anotações de fácil acesso. Já disse isso em um post anterior (inclusive se você quiser acesse-o aqui), mas eu nunca poderei dizer o suficiente: se organize! Pois esses papeis e anotações serão fundamentais para seu esboço no futuro. Como referência, né?

Estágio #2: O Fundamento

Comece com o básico, já que agora você tem uma idéia sólida de o que quer escrever.

Se esforce para responder a seguinte pergunta: qual é o resumo da sua história? E limite seu resumo a três frases.

Por que três? Por que se você não por limite você apenas vai escrever e escrever (e aí, já era o objetivo do termo resumo).

Esse resumão ajudará também na hora de montar a sinópse do seu livro.

As próximas perguntas te ajudará a criar esse resumão do esboço:

  1. Qual é seu protagonista? Pode ser mais de um também.
  2. Qual é o problema da história? Qual é o pepino a se resolver?
  3. O que acontecerá se o protagonista falhar? O que pode acontecer se a pergunta 2 não for resolvida?

Aí a fórmula vai parecer com algo assim: Seu protagonista (pergunta 1), deve (pergunta 2) para previnir (pergunta 3).

Exemplo: Os Vingadores (protagonitas) devem proteger as pedras do infinito (pergunta 2) para previnir que Thanos mate metade da vida no universo (pergunta 3).

Mas você não precisa seguir a fórmula exatamente, desde que você consiga sumarizar sua história o mais simples possível.

Exemplo: John Conner é fundamental para o fim da Skynet e o apocalipse cibernético, então enviaram um robo bonzinho do futuro para proteger o John do robo mal. (sei lá mais ou menos isso)

Protagonista? John Conner

Problema? A proteção dele

O que acontece se falharem? A skynet continua com seu plano diabolico do apocalipse cibernético.

Repita essa fórmula para seu vilão e descubra qual é (ou quais são) a meta dele.

Vale resalvar que as metas do seu protagonista e antagonista devem estar numa oposição direta uma da outra, de uma forma que se um alcançar a meta o outro perca.

Exemplo (se você não assistiu os Vingadores Guerra Infinita sugiro que você assista antes de ler o exemplo. Aliás que filmão!): Os vingadores tinham que proteger as pedras do infinito para que Thanos não destruísse metade do universo. Porém, Thanos consegue as pedras e alcança a meta dele. O que quer dizer que os Vingadores perdem.

Nesse momento também é bom para você descrever e organizar seus personagens secundários e construção de mundo e vou dizer mais uma vez: organize-se para que você não se perca mais pra frente (ou perca coisas). Você acha que vai lembrar de tudo, mas a vida acontece e sim, você não vai conseguir lembrar de tudo.

QUARTA-FEIRA!

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Estarei concluindo sobre os estágios de como criar seu esboço: falando dos 8 pontos de esboço e finalmente como esboçar.

Escreva Feliz!!!

Criando Línguas e Objetos (Série Diário do livro)

Olá escritores!

Com um pouquinho de pesquisa e prática essas duas palavras podem se tornar seu maior aliado em construção de universo.

Separe no seu diário uma pasta para o armazenamento de imagens e descrições que possam servir como guia para a criação de uma língua bombástica e objetos intrigantes. Busque por imagens de objetos na internet, semelhantes aos que você quer descrever, quando não tiver a oportunidade de ter algo semelhante em mãos. Guarde pesquisas de alguma língua que pretende usar como base de criação para a língua/dialeto que quer criar e tudo mais referente ao assunto.

Ir a museus para fotografar objetos interessantes, pode ser uma boa idéia para buscar inspiração, sem contar que é um passeio muito bom. Ou ver filmes em outras línguas com o intuito de te ajudar a criar uma lista de palavras que te agradam e que não agradam.

Qual é o benefício de uma língua única?

  • Mantém o leitor intrigado e focado para entendê-la.
  • O leitor busca informações para entender de onde você tirou aquela língua. Qual a sua raiz.
  • Você suberge o leitor mais profundamente dentro da realidade que você criou.
  • Sua história se torna mais original.

Aqui vão algumas dicas de como criar uma língua para a sua história:

  1. Escolha uma língua base. E separe os sons que te for mais agradável. Ou escolha duas e junte-as. O benefício de usar uma língua raíz (ou duas, como eu fiz) como base é dar ao leitor a oportunidade de reconhecer a fonética usada. A língua não deve somente existir na sua história ela deve multitarefar. Mostrar que o mundo que você criou é real e completo e de que os persoangens tem a habilidade de fazer escolhas por si próprios.
  2. Crie uma palavra e depois incremente. Use o som que a palavra tem para acrecentar um conjunto de vogais, consoantes ou adicione acentos. Por exemplo, usando o português como base, a palavra cachorro quente pode se tornar: kaxóhrrokent ou kaksóhrkent. E pronto uma palavra nasceu. Lembre-se de que nem toooda palavra tem que ter conjunto de vogais ou consoantes, mas tem que soar bem juntas, pertencer uma ao outra como se a palavra fosse de verdade.
  3. Busque inspiração que te agrade. Crie uma lista de palavras das quais você gosta foneticamente e a partir dessa lista crie palavras novas. Nem todo mundo terá a mesma lista de palavras, e talvez nem todo mundo goste da sua lista, mas what the hell? Não escrevemos pra agradar a todos. Voltando ao assunto. O que mais te agrada nas palavras que escolheu? É como a palavra soa na primeira sílaba? Ou na última? Guarde esse pedaço e mude o resto. Lembre-se de que é um processo extenso até achar a palavra da qual gosta mesmo, então continue praticando. Exemplo: eu gosto da palavra inocente. Eu simplesmente gosto do começo da palavra inoc- então apartir daí posso meio que fazer um brainstorm: inocruss (não gostei muito), inocronus (huum… essa palavra me lembra de outra, isso é muito comum de acontecer), inoctanus (naaaahh, gostei não), ínoclorus (gostei dessa, agora agente incrementa com mais letras), íhnokloruús. (ta aí! Criei outra palavra!) Você pode fazer esse mesmo processo com palavras das quais você não gosta também para, sei lá, pra dar o nome de um personagem vilão do qual você não goste.
  4. Não se pegue preso a detalhes. Pesquisa é sua maior aliada, mas nesse caso, guarde-a na gaveta por um tempo. Porque? Você poderá perder muito tempo criando uma língua para seu leitor, as vezes, só passar o olho por cima das frases cabulosas que você criou (sim eu sei, vai contra o propósito de criar uma língua nova, mas pense…), por que ela quer na verdade saber o que vai acontecer depois. Ela não leu sua frase direito, mas você deixou claro que tipo de universo criou. Tem o caso também de você perder horas e horas a fio no processo de criação de uma língua, onde você poderia estar gastando com escrevendo sua história. E essa dica é para aliviar o estresse de você ter que criar uma língua totalmente perfeita, por que na realidade nem todo mundo vai se importar se tem um U a mais ou um acento a mais na palavra ou ficar analisando quantas sílabas tem na palavra que você criou. Por isso o último ponto:
  5. Crie uma língua que se pareça com você. E que você goste de ler, nem que só você entenda, e deixe os outros pra adivinhar. Nem todo mundo vai gostar da língua que criou, mas não tem problema, o que importa é que você achou o máximo e cabe dentro da sua história.

Na língua que eu criei decidi usar três línguas base: (1) Enochian a língua (supostamente) dos Anjos, (2) Adamic, a primeira língua do homem (supostamente) e (3) hebraico. Criei a grafia e o som das letras para se assemelharem com o Hebraico, mas parecer algo nunca visto antes nem por Anjos (ou melhor dizendo, Nefilins que estão na minha obra). Eu acho que vai trazer o universo que criei para nossa realidade. Tenho os desenhos das letras todo em papel e mais pra frente vou tentar mostrar os desenhos para vocês!

Veja onde eu estou sentada agora: dentro do meu closet (meu escritório official) olhando para as pratileiras cheias de cabide com roupas. Consigo ver uma camisa listrada de cor lilas, manga longa e com botões na frente. Essa camisa é do meu marido e ele fica lindo vestido nela, por isso sempre lembro dele quando olho para a camisa. O cheiro de perfume de homem embriagante que ela exala. Do meu lado esquerdo tem o armariozinho da minha pequena, com todos os seus vestidos organizados por tamanho (quando eu consigo) e cor, e abaixo tem gavetinhas com todos os seus laços para o cabelo. Uns com gliter, outros de renda, mas um em especial que ganhei foi feito à mão e que ganhei dos meus sogros na primeira visita deles no Texas. Já não serve mas nela, mas guardo de recordação com muito carinho.

Viu como eu descrevi meu guarda roupa, vulgo, escritório? Quando for descrever um objeto tenha em mente essas perguntas:

  • Qual a aparência do objeto? Cor, textura, detalhes, tamanho, material…
  • Quais sentidos são aguçados pelo objeto? E de qual forma? Usar os sentidos para descrever objetos pode ser uma tática boa para dar o objeto nas mãos do seu leitor, mas este como uma cena, se houver muuuiitos detalhes pequenininhos pode ser que você entedie seu leitor. Qual é o som que emitido se você joga esse objeto na parede? Qual é o cheiro da caixa de tesouro quando encontrada debaixo do assoalho?
  • Qual é o seu valor? Esse objeto tem algum valor sentimental? Ou material? Uma caixinha de jóias comprado na loja de um e noventa e nove, pode ser usado para guardar algo de extrema valia, aumentando assim o valor de ter a caixinha.
  • Quem é o dono do objeto? Descreva quem é que possui esse objeto e aprofunde-o quando em contato com diferentes objetos. Em Senhor dos Anéis, o Smeagol trata o anél de uma forma totalmente diferente de Frodo, por exemplo. Se foque em desenvolver esse personagem em volta do objeto.
  • Qual é o seu propósito no enredo? Objetos as vezes funcionam como pessoas. Precisam de um propósito para estarem onde estão. Então, qual a história desse objeto? Onde estava quando foi encontrado? Será que esse objeto foi usado com o propósito de salvar a vida de um amado no meio de um assalto? Em Harry Potter existem varios objetos assim. Por exemplo, as reliquias da morte.
  • Quem quer esse objeto? Talvez essa questão faça parte de um trecho importante de sua história. Descreva o por que esse personagem deseja tanto esse objeto.
  • O que está no futuro do objeto? O que seu personagem pretende fazer com ele? Será que esse objeto é a chave para o apocalipse? Ou o que acontece se caso esse objeto é destruido?
  • O que simboliza para a história ou personagem? Pare para escrever o que esse objeto pode significar para seu enredo. Será esse objeto um símbolo de bravura, ou de medo?

Lembre-se que o processo de edição requerirá cortar várias dessas respostas fora, devido a sua extenção dentro de uma cena, mas mesmo assim servirá como um guia para você não se perder.

Um objeto bem descrito traz peso e sentido para a história. Se você tem algum objeto que será importante para o enredo lembre-se de mencioná-lo cedo, mesmo que você não o tenha em mãos ainda, para o seu leitor saber o que esperar no futuro e se familiarizar com a história. Isso vale para língua e símbolos também, mencione-os ao decorrer da obra para ensinar seu leitor a entender a língua (ou pelo menos palavras chaves) e crie oportunidade para seu leitor voltar um pouco na história, recapitular o que aquilo significava mesmo (eu adoro livros assim).

Semana que Vem!

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Esse é o momento em que todos esperavam: vamos falar de como criar seu primeiro esboço do livro! Yaaaaaayyyy!!!!

Escreva feliz!

Edição versus Revisão. Tipos de edição e suas diferenças.

Tenho um grupo de amigas escritoras que me ensinaram muita coisa a respeito de revisão.

Me deu a entender que não é muito comum escritores brasileiros investirem em uma edição profissional. Ao invés deste, preferem fazer uma revisão profissional que aparentemente já faz tudo. (isso é a minha opinião)

O que é revisão?

Quando falamos de revisão (pelo menos aqui nos EUA), o profissional é contratado para ler a obra por inteiro e ver se existe algum erro no enrredo como um todo, caso deixou algum buraco aberto durante o processo de escrita e não necessariamente é o projeto final.

Seu principal foco é saber se as transições de um estado da história para o outro são suaves, legíveis e com sentido.

Um revisor mostra para o escritor se é necessário acrescentar (ou remover) algum tipo de ação, descrição ou diálogo ao decorrer de cada cena sem ajudarem (ou atrapalharem) com o processo criativo do escritor.

O que é edição?

O trabalho de um editor é de organizar, revisar e preparar um material de texto, audio ou vídeo para a publicação final. Normalmente feita por um editor que não seja o próprio criador do material.

Os objetivos de um editor incluem: (1) A detecção e remoção de erros fatuais, gramaticais e de digitação, (2) Clarificações de passagens obscuras, (3) Eliminação de partes não apropriadas para um determinado público-alvo, e (4) Corrigir sequenciamento de cenas para criar uma narrativa mais suave e sem quebras de fluxo.

Como toda arte criativa, escrever requere críticas de um profissional bem informado que podem fazer sugestões e providenciar direção de uma perspectiva que a maioria dos escritores não conseguem obter por si próprio. Você provavelmente conseguirá aprender muito mais a respeito da arte de escrever com um editor (como esboçar, caracterização, diálogo, criação de mundos) do que fazendo um curso de escrita criativa ou faculdade de Letras. (Eu fiz Letras e realmente me sinto assim)

No entanto, como sempre é o caso, receber críticas e pedidos para retirar páginas e páginas do seu manuscrito, pode ser difícil de encarar e aceitar. Então, quando for buscar um editor, escolha alguém que faça você se sentir confortável de receber esse tipo de feedback.

Abaixo vou explicar os tipos diferentes de editores.

Edição de desenvolvimento

Este editor faz uma edição profunda do seu manuscrito, examinando todos os elementos da sua escrita, desde a palavra em si, até frases individuais, estrutura, base e estilo. Pode adressar buracos de enredo, caracterização de personagens que são problemáticos e outros materiais existentes.

Depois de uma edição de desenvolvimento (também chamada de estrutural ou de substantivo) o seu manuscrito irá mudar substancialmente. E para escritores inexperientes, aceitarem um feedback direto e honesto pode se tornar uma experiência difícil. Todos aqueles dias, meses e até anos escrevendo podem ser cortados fora, modelados, movidos de um lugar para outro, ou até altamente criticados. Um bom editor de desenvolvimento também terá em mente seu público-alvo.

Só depois desse processo seu manuscrito podera passar por um editor de linha, cópia e edição final, que vou chamar de leitura atestada.

Edição de linha (frase)

Um editor de linha, ou frase, se foca no conteúdo criativo, estilo de escrita e linguagem usada no nível da frase e parágrafo.

O propósito de uma edição de linha não é passar um pente fino no seu manuscrito em busca de erros de grafia, ao invés desse, ele busca focar na maneira como você usa linguagem para comunicar sua história para seus leitores. Sua escrita é clara, fluida e prazerosa de ler? Sua história transmite atmosfera, emoção e tom? As palavras que você escolheu são significativas para a descrição de algo, ou será que você esta usando palavras genéricas e cheias de clichês e repetições?

Trabalhar com esse tipo de editor nao só melhora seu manuscrito, mas como também te torna um melhor escritor para projetos futuros.

Edição de linha deixou de ser chamado assim em vários países por seu significado abrangente e por as vezes incorporar edição de desenvolvimento, cópia e leitura atestada (tipo os editores pararam de usar um pouco essa modalidade).

Edição de Cópia

Editores de cópia são mecânicos para a língua: eles editam o texto do livro. Qualquer que seja o gênero, esse editor vai te ajudar a criar a versão mais legível do seu livro. Vão checar se seu manuscrito tem algum erro de gramática, grafia, ou inconsistências no texto. Eles não vão entrar no quesito caracterização, esboço ou espaçamento da história. Ao invés deste, vão passar pelo manuscrito linha por linha e focar em todas as coisinhas pequenininhas que você talvez não tenha nem percebido. Eles vão encontrar erros como seu protagonista usando oculos de sol numa sessão de scuba diving (o que faz sentido nenhum). Manterão o tom e o estilo da obra e vão amarrar seu livro página por página.

Leitura Atestada

Uma leitura atestada é o passo final no processo de edição (uffa). É o polimento final da sua obra antes da publicação. Assegurar que seu texto tenha nenhum erro por mais minúsculo que seja eleva o nível de profissionalismo necessário para competir dentro do universo de escritores. Muitos escritores até contratam mais de um desses editores pra terem certeza de que não sobrou erro nenhum, trazendo mais confiança para o escritor. Esse editor precisa ter um olho bom para detalhes e um método sistemático pra poder encontrar cada erro sutil e cada erro de digitação.

Antes de passar pela tortura da edição, você poderá escolher fazer uma avaliação editorial do seu manuscrito. Você contrata um editor para ler seu manuscrito e providenciar uma considerável avaliação do seu esboço, caracterização, estrutura, consistência e estilo. Essa avaliação pode te abrir os olhos para mudanças significativas no seu manuscrito. Identificará os pontos fortes e fracos do seu livro e te auxiliará em uma estratégia de revisão com intuito de melhorar a execução de suas idéias. Essa avaliação poderá te poupar um bom tempo quando você realmente estiver pronto para mandar para edição.

Valor

Eis a pergunta: quanto custa tudo isso? Não vou dizer que é barato, mas também não vou dizer que é absurdo.

Os preços dependem do tipo de gênero, tamanho da obra e claro, do próprio editor.

Um editor mais experiente vai te cobrar mais, devido a especialização com um determinado gênero (Óbvio). Mas, sinceramente não tem preço ver sua obra prima tornando a melhor versão dela mesma.

O que eu ganho com essa dispesa?

O processo de edição vai ser extenso, chato e muitas (muitas) vezes frustrante, mas o conhecimento que você vai adiquirir também não tem preço. É quando você coloca seu suor a prova e, apesar de as vezes ser difícil de encarar, encontra seus erros e os corrige.

Passar seu manuscrito por essas peneiras de edições o deixará mais atraente, limpo e coerente para seu público-alvo te dando a chance de ter mais vendas como retorno de uma fase cansativa e até as vezes estressante.

Vale lembrar que editores sugerem mudanças e não simplesmente mudam lá. Você é que tem que pegar seu manuscrito e ir página por página, sugestão por sugestão e fazendo as modificações cabíveis para seu estilo e intenção. As vezes, um erro de digitação foi intencional e você quer mantê-lo como parte da contrução de um personagem, por exemplo.

Você não precisa seguir o que os editores falam do começo ao fim, por que dentro de um livro não se tem só a voz dos personagens, mas a sua também. A forma como você conta sua história. As modificações que um editor faz é a forma como ele escreveria essa história. Talves não sejam ruins, mas pense: se você fizer todas as modificações (mesmo que seu livro realmente precise de muitas delas) seu livro poderá perder a essência das suas características. E você não quer isso (e nem eu).

Semana que Vem!

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Vamos falar sobre línguas e objetos, como construir uma língua imaginária para sua ficção e como descrever objetos de importância para sua história. Mais uma parte do nosso precioso diário do livro.

Como os russos me ensinaram a escrever! Fabula e Syuzhet. O que são?(Serie Diário do livro)

Todo livro de ficção tem uma sequência cronológica de acontecimentos e cada escritor tem a sua forma de expressar essa sequência conforme o tipo de enredo/narração que desejam dar a sua história e passar ao seu leitor.

Se você pretende criar uma série, considere criar a linha do tempo da série toda, assim saberás quais são seus ganchos de livro para livro. Sem contar que, previnir erros de narração, ajuda a evitar repetições desnecessárias, ver se algum personagem foi deixado de lado, se você está precisando de mais ação, menos ação, mais romance, drama enfim… deu pra entender, né? (vou escrever um post mostrando como eu fiz para esboçar e criar um enredo para minha serie, tudo nos miiiinimus detalhes).

Essa narrativa cronológica é chamada, do russo, de Fabula.

Foi criada pelos russos Vladimir Propp e Viktor Shklovsky, e usada para definir a essência do conteúdo de uma história quando exposta nua e crua, representando a verdade (o que em inglês chamam de truth).

Agora, Syuzhet é a forma que o autor emprega a fabula numa linha destinta do tempo. É a forma que a história é organizada. Criação do esboço em cima da verdade, prendendo o leitor nas nuances da narração (chamam de narrative em inglês).

Essas duas linhas distintas do tempo da sua história são inseparáveis e presentes em todo livro de ficção.

Mas como usá-las a escrever meu livro?

Isso realmente vai de escritor para escritor.

A verdade (fabula) é somente isso aí: a verdade, porém existem incontáveis formas de se criar uma narrativa.

Uma boa forma de praticar a criação de Syuzhet é criando pequenas histórias de uma mesma verdade.

Você pode usar um personagem narrador não muito confiável, distorcendo a verdade (talvez um personagem louco, ou com inveja do herói, ou culpado de algo ruim). Você pode ter mais de um personagem contando suas versões dos fatos. Brincar com as sequências da fabula talvez deixando um detalhe crucial e expondo-o em um climax da narração, ou fazer seu leitor acreditar que algo é verdade só que no fim da história são chocados com a verdadeira verdade (ai que redundância), ou adicione um sub-esboço no meio da fabula para cegar seu leitor.

Quando estiver criando sua história considere criar as duas linhas separadas e amarre-as bem para que a sua Syuzhet exale a fabula.

Para prender o leitor você precisa de uma fabula bem construída e forte o suficiente para que incite seu leitor a querer saber mais. E a ordem de eventos na sua Syuzhet precisa estar organizada de uma forma que não traga confusão para seu leitor e o torne intrigado e focado em descobrir a fabula da sua história.

Quanto mais a Syuzhet nos fizer buscar pela fabula, melhor. É por isso que nós sentimos essa urgência furiosa de comer páginas e páginas de um livro para descobrir seus segredos.

Um escritor tem que ficar atento para saber se o leitor esta satisfeito quando descobre a fabula. A meta é conseguir surpreender o leitor com uma fabula imprevisível. Por isso, fique esperto quando deixam comentários na página onde você faz as vendas do seu livro, essa é uma das formas de saber o que seu leitor pensa a respeito da sua história.

As duas linhas

É possivel escrever uma Syuzhet brilhante com uma fabula horrivel, assim como ter uma fabula maravilhosa com uma Syuzhet desorganizada e falha. Por isso que muitos escritores passam por incansáveis revisões e reconstruções do esboço (isso da um trabalhão, falo por mim mesmo que tive que fazer isso inúmeras vezes), e muitos são negados por publicadoras.

É possível desenhar duas linhas num papel e escrever a sequência de eventos em cada uma dessas linhas. Claro que é mais fácil escrevê-las quando o livro esta pronto, mas tendo as feito antes poderá ajudar no processo de brainstorming em alguma área que te falta completar.

Você consegue desenhar a fabula e a Syuzhet para o seu livro? Quão detalhadas e sólidas são as suas cronologias? Porque você decidiu revelar tal aspecto agora e não mais pra frente? As duas tem que ser sólidas para o leitor comprar o que você escreve.

Semana que Vem!

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Deixe um comentário abaixo para qualquer duvidas a respeito de linha do tempo e estarei postando mais a respeito disso no futuro! Mas semana que vem estaremos falando de edição. O que é e quais são as suas diferentes vertentes.

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Até semana que vem e escreva feliz!